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Soldado mulher pega seis meses de prisão por Abu Ghraib | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Um tribunal militar nos Estados Unidos condenou a reservista do Exército Sabrina Harman a seis meses de prisão pela sua participação nos abusos de prisioneiros iraquianos na cadeia de Abu Ghraib, em Bagdá. Harman, de 27 anos, havia sido considerada culpada nesta segunda-feira em seis de sete acusações relacionadas ao escândalo. A sentença é relativamente leve se considerada a pena máxima a que a soldado estava sujeita, de cinco anos e meio de prisão. Ela foi a última de nove soldados a ser julgada pelos abusos na prisão, que ficaram conhecidos no mundo todo com a divulgação de fotografias de prisioneiros em situações humilhantes. Em uma das imagens, Harman aparece colocando fios num detento e ameaçando eletrocutá-lo. Em outra fotografia que ficou notória mundo afora, Harman – uma das três mulheres implicadas no escândalo – aparece ao lado de uma pirâmide de prisioneiros nus. A soldado pediu desculpas pelo seu comportamento, que, disse ela, aumentou o ódio em relação aos americanos e acabou colocando soldados e civis sob maior risco. Ela foi considerada culpada em acusações de maus-tratos de prisioneiros, conspiração e abandono do dever. Harman foi inocentada da acusação de maltratar prisioneiros por fotografar e filmar presos forçados a se masturbar na prisão. Charles Graner, considerado o militar que liderou os abusos em Abu Ghraib, foi condenado a dez anos de prisão em janeiro. |
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