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Atualizado às: 17 de maio, 2005 - 12h18 GMT (09h18 Brasília)
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EUA fecharam os olhos para contrabando no Iraque, diz relatório
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Iraque teria vendido petróleo apesar de sanções da ONU
Os Estados Unidos fizeram “vistas grossas” à transação de contrabando da ordem de US$ 8 bilhões realizada pelo antigo governo do Iraque, segundo um novo relatório do Senado americano.

O documento afirma que os Estados Unidos sabiam do contrabando e da propina que o Iraque oferecia a pessoas envolvidas no programa Petróleo por Comida, da ONU.

Redigido por uma minoria de democratas de uma importante comissão do Senado, o relatório se segue a acusações levantadas contra vários políticos russos e o parlamentar britânico George Galloway.

Galloway vai depor na tarde desta terça-feira diante dos membros da Sub-Comissão Permanente do Senado para Investigações.

Entre os outros acusados de envolvimento estão ainda o ex-ministro do Interior francês Charles Pasqua, o parlamentar ultranacionalista russo Vladimir Zhirinovsky e os ex-assessores presidenciais russos Alexander Voloshin e Sergei Issakov.

Galloway, Pasqua e Zhirinovsky negam as acusações.

Democratas

Os democratas por trás do relatório são liderados pelo senador Carl Levin, famoso por uma série de investigações de casos que envolviam lavagem de dinheiro.

O novo documento se concentra nos US$ 228 milhões que o governo de Saddam Hussein teria recebido através de sobretaxas ao programa da ONU e aos US$ 8 bilhões levantados pela venda ilegal de petróleo a Turquia, Síria, Egito e Jordânia.

Segundo o relatório, o monitoramento dos Estados Unidos foi fraco e, muitas vezes, chegava a facilitar o comércio ilegal.

O documento usa como o exemplo o caso da Bayoil, uma empresa de petróleo americana que foi indiciada pelas autoridades americanas em abril e que teria sido usada por três políticos russos como intermediária para chegar ao governo iraquiano.

Ainda de acordo com o documento, a empresa importou mais de 200 milhões de barris para os Estados Unidos entre 2000 e 2002, vendendo-os para outras companhias americanas e, no processo, pagando US$ 37 milhões em propinas para Bagdá.

Agências americanas deixaram de realizar sua função de monitoração, presumindo que órgãos da ONU se encarregariam, apesar das resoluções que deixavam claro que esse era um trabalho dos governos.

O relatório estima que os compradores americanos pagaram mais da metade dos US$ 228 milhões em propinas.

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