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Russos refutam acusações de senadores dos EUA | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O político ultranacionalista e ex-candidato à presidência da Rússia Vladimir Zhirinovsky refutou acusações de uma subcomissão do Senado americano de que ele teria recebido milhões de dólares em cotas de petróleo iraquiano. “Não assinei nenhum contrato nem recebi um único centavo do Iraque”, disse Zhirinovsky a uma rádio de Moscou. A subcomissão está investigando um escândalo no programa da ONU que possibilitava a troca de petróleo do Iraque por alimentos e remédios durante o regime do ex-presidente iraquiano Saddam Hussein. O vice-primeiro-ministro russo, Yury Fedotov, também descartou as acusações feitas pelo Senado americano, que implicam dois ex-assessores da Presidência russa. “Não vimos nenhum material que pudesse provar ou sugerir que empresas ou indivíduos russos que participaram do programa de troca de petróleo por comida tenham quebrado alguma lei”, disse Fedotov à agência de notícias Interfax. Sanções O subcomissão do Senado acusou os políticos russos de ter recebido as cotas em troca de trabalharem para que a Rússia ajudasse a encerrar as sanções então vigentes contra o regime de Saddam Hussein. Os senadores afirmam que cerca de um terço do petróleo vendido pelo Iraque no programa Petróleo por Comida, da Organização das Nações Unidas (ONU), foi oferecido aos políticos da Rússia, um dos maiores exportadores de petróleo do mundo. O relatório diz que, por esse motivo, é improvável que a Rússia tivesse necessiadade das cotas iraquianas. Grande parte das informações colhidas pela comissão partiu de ex-funcionários do governo iraquiano. Britânico e francês A comissão de senadores é a mesma que, na semana passada, afirmou ter provas de que o parlamentar britânico George Galloway e o ex-ministro do Exterior francês Charles Pasqua teriam sido beneficiados por Saddam. Pasqua, em sua primeira entrevista coletiva sobre o caso, disse nesta segunda-feira que está preparado para depor no Congresso americano. Pasqua, que agora é senador, disse acreditar que estava sendo citado para dar publicidade ao relatório por ser a pessoa mais conhecida da lista. "Nunca estive no Iraque, nunca encontrei Saddam Hussein. Nunca recebi nada dos iraquianos em qualquer área", disse o ex-ministro. Segundo ele, "uma campanha geral contra a França" está em andamento nos Estados Unidos. Isso, segundo ele, se deve à oposição da França à guerra no Iraque. "Tenho a impressão de estar sendo usado nesta campanha e não pretendo ficar sentado sem fazer nada", disse. Ele pediu ao Senado francês que inicie uma investigação sobre a questão. Críticas Por sua vez, Galloway viajou a Washington para se defender. Galloway, expulso do Partido Trabalhista e reeleito nas eleições de 5 de maio por um partido independente, foi um crítico das sanções da ONU contra o Iraque durante o regime de Saddam Hussein. Ele vai depor na terça-feira na subcomissão do Congresso americano que fez as acusações. "A subcomissão chegou à sua conclusão sem ter qualquer contato comigo", disse Galloway à agência de notícias Reuters. "É um abuso monstruoso de justiça." A subcomissão, que investiga o programa Petróleo por Comida da ONU, também acusa políticos russos de aceitar o equivalente a milhões de dólares em petróleo em troca do bloqueio de uma intervenção militar no Iraque com apoio da ONU. |
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