|
Mais 9 morrem no Afeganistão em protestos anti-EUA | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Pelo menos 9 pessoas morreram na cidade de Faizabad, no Afeganistão, depois que a polícia abriu fogo contra manifestantes que protestavam contra suposto desrespeito ao Alcorão cometido por militares americanos na prisão de Guantánamo, em Cuba. Quatro dias de protestos no Afeganistão já deixaram pelo menos 16 pessoas mortas. Também no Paquistão, centenas de pessoas se reuniram para protestos contra os Estados Unidos. Nesta sexta-feira, a Arábia Saudita disse estar "profundamente indignada" com o incidente em Guantánamo. O governo do país pediu que uma rápida investigação seja feita e que os envolvidos sejam punidos. A Arábia Saudita foi o primeiro país árabe a comentar sobre reportagem publicada pela revista Newsweek, segundo a qual uma cópia do livro sagrado do islamismo teria sido jogada em um vaso sanitário, no qual em seguida se deu a descarga, na prisão militar da Baía de Guantánamo. Na quinta-feira, a secretária de Estado americana, Condoleezza Rice, prometeu agir caso as alegações se provem verdadeiras. Mas Rice também pediu que os muçulmanos não façam mais protestos violentos contra os Estados Unidos. O chefe do gabinete militar dos Estados Unidos, General Richard Myers, disse que as investigações ainda não encontraram qualquer evidência que suporte as alegações. "O governo da Arábia Saudita está seguindo de perto, com indignação, as reportagens sobre o desrespeito ao Alcorão em Guantánamo", diz declaração do governo. "Caso os relatos sejam verdadeiros, medidas devem ser tomadas contra os responsáveis para prevenir que isso ocorra novamente e para proteger os sentimentos dos muçulmanos em todo o mundo." |
| |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||