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Afeganistão tem mais protestos contra os EUA | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Centenas de estudantes saíram às ruas de Cabul, a capital do Afeganistão, para protestar contra os Estados Unidos. Pelo menos três protestos ocorreram na cidade. Outras manifestações ocorreram na província de Logar, ao sul da capital. A exemplo de protestos realizados na quarta-feira em outra cidade afegã, Jalalabad, os manifestantes queixaram-se contra um suposto desrespeito ao Alcorão cometido por militares americanos na prisão de Guantánamo, em Cuba. Pelo menos quatro pessoas morreram em Jalalabad em decorrência das manifestações. Universidade O maior dos protestos na área de Cabul reuniu entre 200 e 300 estudantes na universidade local. Eles gritaram slogans contra os americanos, como “Morte aos Estados Unidos” e “Aqueles que ofenderem o Alcorão devem ser levados à Justiça”. Um grupo de estudantes subiu em um edifício e, no alto, queimou uma bandeira americana, para regozijo da multidão. Mas policiais fortemente armados evitaram que o protesto se espalhasse para além dos limites da universidade. “Os Estados Unidos são nosso inimigo”, disse à agência de notícias Associated Press o estudante de Ciências Políticas Ahmad Shah. “Quando eles ofendem nosso livro sagrado, estão ofendendo a gente.” Outro estudante disse à agência de notícias France Presse que os americanos são “invasores” e que não fizeram “nada de bom para o Islã”. Ressentimento Em Mohammed Agha, 40 km ao sul de Cabul, manifestantes saquearam escritórios do governo e de agências de ajuda humanitária ocidentais. O correspondente da BBC em Cabul Andrew North afirma que as autoridades temem que as manifestações estejam sendo orquestradas. Até o momento, elas têm se concentrado no leste e no sul do país, regiões onde os americanos estão enfrentando o Talebã e outros militantes. Analistas dizem que, ainda que o caso da Baía de Guantánamo pareça ter servido de estopim para os protestos, eles podem refletir um crescente ressentimento dos afegãos destas áreas contra os americanos. |
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