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Confronto com polícia mata 4 em ato anti-EUA no Afganistão | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Pelo menos quatro pessoas morreram e várias ficaram feridas em Jalalabad, no Afeganistão, depois que a polícia abriu fogo contra estudantes que protestavam contra suposto desrespeito ao Alcorão cometido por militares americanos. Os protestos aconteceram depois que a revista Newsweek publicou uma reportagem segundo a qual uma cópia do livro sagrado do islamismo teria sido jogada em um vaso sanitário, no qual em seguida se deu a descarga, na prisão militar da Baía de Guantánamo. Forças americanas e afegãs foram mobilizadas nas ruas de Jalalabad para conter a multidão. Os protestos se espalharam também na cidade de Khost. Os manifestantes teriam atacado edifícios da ONU e destruído os escritórios de dois grupos internacionais de ajuda humanitária. Eles cantavam “morte aos Estados Unidos” enquanto iam pelas ruas quebrando janelas de automóveis e danificando lojas. Investigação Um porta-voz das forças americanas afirmou que as alegações de que o Alcorão teria sido desrespeitado em Guantánamo estão sendo investigadas com seriedade. A agência de notícias Associated Press diz que foram jogadas pedras em um grupo de veículos militares americanos. Os soldados teriam atirado para o alto antes de deixar rapidamente a área. O embaixador do Paquistão no Afeganistão, Rustam Shah Mohammad, disse à BBC que a casa do cônsul do país em Jalalabad foi incendiada. Um funcionário de uma entidade de ajuda humanitária disse à BBC que ainda conseguia ver fumaça emergindo de alguns pontos da cidade. Segundo ele, havia grupos de pessoas correndo pelas ruas, supostamente procurando por estrangeiros ou por alguém que trabalhasse com organizações não-governamentais. Funcionários da ONU e de organizações de ajuda humanitária foram instruídos a deixar a cidade e ir para lugares mais seguros. Jalalabad fica 130 km ao leste da capital afegã, Cabul, perto da fronteira com o Paquistão. No domingo, o governo do Paquistão já havia expressado “profunda consternação” com as alegações de desrespeito ao Alcorão. Partidos islâmicos convocaram uma greve nacional para a sexta-feira em protesto. Cometer insultos ao livro sagrado do islamismo ou ao profeta Maomé é uma blasfêmia que pode render uma condenação à morte tanto no Afeganistão como no Paquistão, países aliados dos americanos na “guerra contra o terrorismo” declarada pelo presidente George W. Bush. |
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