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ONU simula desastre nuclear na Romênia com 60 países | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Mais de 60 países e vários organismos internacionais, como a ONU, simularam, na Romênia, um acidente nuclear para testar como seus serviços de emergência responderiam no caso de um desastre. O exercício começou às 6h desta quarta-feira (0h em Brasília) em uma usina nuclear em Cernadova, no leste do país, e deve durar 36 horas. Segundo Florin Baciu, diretor do setor de emergência da Autoridade Nuclear da Romênia, os funcionários da usina receberam ordens para fingir que um dos 300 tubos do reator teria quebrado e deixado que seu conteúdo vazasse para o chão. A seguir, as informações do falso acidente seriam transmitidas à Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), que coordena a ação a partir de Viena, na Áustria. Operação Outros cinco países vizinhos (Bulgária, Rússia, Hungria, Eslováquia e Grécia) e a Organização Mundial de Saúde (OMS), em Genebra, também receberiam informações. Mais detalhes serão mantidos em segredo para tornar o exercício o mais real possível para as equipes de emergência. Ambulâncias, bombeiros e carros de polícia seriam enviados ao local, assim como equipes de emergência de organizações internacionais. A OMS deve avaliar quais seriam as possíveis conseqüências de um acidente real para a população. Uma equipe do Serviço Metereológico Britânico vai examinar, a partir das condições climáticas reais, como a radiação se espalharia por outros países. Alemanha Ainda nesta quarta-feira, a Alemanha desativou sua mais antiga usina nuclear, em Obrigheim, como parte dos planos de encerrar o uso de energia nuclear no país até 2020. É a segunda usina de um total de 19 a ser fechada desde 2001, quando o projeto foi anunciado. O uso de energia nuclear é polêmico em muitos países europeus, já que vários foram afetados pela radiação liberada na explosão da usina de Chernobyl, na Ucrânia, em 1989, considerado o pior acidente nuclear da história. Especialistas, no entanto, fizeram questão de frisar que a possibilidade de um desastre semelhante ocorrer hoje em dia é muito pequena. |
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