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EUA investigam 'granada' lançada contra Bush | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O Serviço Secreto dos Estados Unidos afirma que está investigando informações do serviço de segurança da ex-república soviética da Geórgia de que um artefato foi lançado no palanque onde o presidente americano, George W. Bush, discursou perante uma grande multidão no centro da capital do país, Tbilisi, na terça-feira. O artefato caiu a uma distância de 30 metros do presidente americano, mas não detonou. Não foi especificado se o objeto, descrito como uma possível granada, continha explosivos. O Serviço Secreto americano disse que foi informado do incidente duas horas depois que Bush deixou a Geórgia. "Liberdade" O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, disse no discurso que a Geórgia é um “farol para a liberdade” e que os americanos estarão ao lado dos georgianos em seu “caminho da liberdade”. Bush fez as declarações na chamada Praça da Liberdade, onde cerca de 150 mil pessoas se concentraram na terça-feira, na primeira visita de um presidente americano ao país. Ele elogiou a mobilização da população que resultou na derrubada pacífica, há dois anos, do presidente Eduard Shevardnadze. “Vocês se reuniram aqui armados com nada mais do que rosas e o poder de suas convicções e reivindicaram sua liberdade”, disse Bush. “E, porque vocês agiram, a Geórgia é hoje soberana e livre, e um farol para a liberdade para esta região e para o mundo.” “O caminho da liberdade que vocês escolheram não é fácil, mas vocês não vão viajar nele sozinhos”, continuou Bush. “O povo americano vai estar ao seu lado.” Rússia O governo da Geórgia, uma ex-república soviética, costuma se queixar da influência da Rússia em seus assuntos – especialmente do apoio do Kremlin a movimentos rebeldes nas regiões da Abkházia e da Ossétia do Sul. O repórter da BBC James Coomarasamy, que está em Tblisi, diz que a Geórgia ilustra bem o tema central da política externa de Bush – a disseminação da liberdade e da democracia. Mas ele diz que a visita está causando preocupação ao Kremlin, que teme que a agenda americana mine a tradicional influência da Rússia na região. No discurso, Bush também disse que o desafio que se apresenta a países que derrubaram regimes autoritários é o da construção de instituições que garantam o fortalecimento da democracia. “Enquanto revoluções pacíficas podem derrubar regimes repressivos, o verdadeiro desafio é construir instituições livres para ocupar seu lugar”, disse Bush. “Este é um trabalho que vocês estão desempenhando com dignidade e determinação.” |
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