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Atualizado às: 10 de maio, 2005 - 17h29 GMT (14h29 Brasília)
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Governador de província rebelde é seqüestrado no Iraque
Soldados americanos analisam armas de insurgentes em Anbar
Soldados americanos analisam armas de insurgentes em Anbar
Homens armados seqüestraram nesta terça-feira o governador da província de Anbar, um dos centros da insurgência contra os Estados Unidos no Iraque.

Raja Nawaf foi levado como refém depois que o carro em que estava foi fechado em uma estrada entre as cidades de Qaim e a capital da província, Ramadi.

Como condição para libertá-lo, os rebeldes teriam pedido que os Estados Unidos interrompam uma forte ofensiva que está sendo realizada na região nos últimos dias. Os soldados já mataram mais de cem insurgentes na área, que fica próxima à Síria.

O governador, Raja Nawaf, assumiu o cargo recentemente.

Seu irmão, Hamed Nawaf, disse que tinha marcado para encontrá-lo, mas acabou recebendo uma ligação de um grupo que afirmou ter o governador como refém.

Fronteira síria

O governo dos Estados Unidos disse que suas forças mataram cerca de cem insurgentes em uma grande operação em curso perto da fronteira do Iraque com a Síria.

Correspondentes dizem que os americanos estão tentando tirar de seus esconderijos insurgentes abrigados em vilarejos ao norte do rio Eufrates.

Acredita-se que eles criaram uma rota de suprimento de armas e explosivos que viriam da Síria.

Não foi divulgado se já houve alguma baixa do lado dos americanos durante a operação.

Atentados

Ferido por explosão de carro-bomba
Cerca de 50 pessoas ficaram feridas após explosões no Iraque

Pouco antes do seqüestro, dois carros-bomba explodiram no centro de Bagdá, no Iraque, matando pelo menos sete pessoas e ferindo 47 nesta terça-feira, segundo informações de equipes de emergência.

Todos os mortos da primeira explosão são civis, de acordo com as autoridades. A segunda explosão teria deixado seis policiais feridos.

Lojas e veículos foram danificados pelo primeiro carro-bomba, mas a polícia disse que o ataque errou o seu alvo, que era um comboio militar dos Estados Unidos.

Os militares americanos escaparam ilesos do atentado, que aconteceu em um local próximo ao que foi palco de um ataque a bomba que matou 18 pessoas no sábado.

Pouco depois, o outro carro-bomba explodiu em frente a uma delegacia no centro de Bagdá.

A violência tem se intensificado no Iraque nos últimos sete dias. Mais de 300 pessoas morreram no país este mês.

Refém japonês

Também nesta terça-feira, o governo do Japão afirmou que o trabalho de seus soldados no Iraque não vai ser afetado pelo aparente seqüestro de um cidadão japonês no país.

Akihiko Saito, que foi descrito como um funcionário de uma empresa de segurança britânica, desapareceu depois que seu carro foi alvo de uma emboscada.

Acredita-se que vários outros passageiros que estavam no carro tenham sido mortos.

O grupo militante Ansar al-Sunna divulgou um comunicado na internet dizendo que seqüestrou Saito perto de Hit, a oeste de Bagdá.

O grupo colocou fotos do passaporte de Saito no site.

Os militantes disseram que o funcionário japonês, de 44 anos, ficou ferido em uma ação que causou a morte de quatro outros estrangeiros e 12 iraquianos.

Ação urgente

O Ansar al-Sunna já reivindicou a autoria de uma série de seqüestros no passado e divulgou vídeos de ataques contra forças iraquianas.

Depois que recebeu da empresa britânica Hart a notícia do possível seqüestro de Saito, o governo japonês criou uma força-tarefa para tentar assegurar a sua liberação.

"Estamos nos apressando para confirmar o paradeiro de Saito, e, se os relatos de ferimentos graves forem confirmados, temos que agir urgentemente", disse o ministro do Exterior, Nobutaka Machimura.

O ministro da Defesa japonês, Yoshinori Ohno, disse a repórteres em Tóquio que o seqüestro "não vai afetar as atividades das forças de autodefesa" do Japão no Iraque.

66Iraque
Especial traz últimas notícias sobre a transição no país.
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