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Sunita nomeado para ministro recusa cargo no Iraque | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O Parlamento iraquiano aprovou os novos seis ministros que completariam o gabinete, mas um dos nomeados rejeitou a oferta logo após a votação. Hashim al-Shible, um sunita árabe, recusou a pasta dos Direitos Humanos, afirmando não ter sido consultado sobre a nomeação e que foi escolhido apenas porque é sunita. O primeiro-ministro Ibrahim Jaafari parece ter preenchido quase todos os postos vagos no governo, dando quatro ministérios aos sunitas. O correspondente da BBC em Bagdá Jim Muir disse que Jaafari espera diminuir o apoio aos insurgentes dentro de sua própria comunidade ao trazer os sunitas para o governo - acredita-se que o grupo esteja por trás da recente onda de violência no Iraque. Violência "Nós vamos tomar todas as medidas necessárias para lutar contra este fenômeno monstruoso", disse Jaafari sobre a violência.
"Nós fomos cuidadosos ao envolver todos os protagonistas políticos e isso explica a demora na formação do gabinete", disse ele. Pelo menos 250 pessoas já morreram na nova onda de violência no Iraque, iniciada no fim de abril quando foi formado o novo governo. No último incidente, neste domingo, a polícia disse que um alto funcionário do Ministério dos Transportes, Zooba Yassin, foi morto a tiros em seu carro com seu motorista. Na formação do gabinete, os ministérios mais delicados eram os do Petróleo e a Defesa. Saadoun al-Dulaimi, um sunita árabe com raízes em um dos focos da violência, foi nomeado para a pasta da Defesa. Ele é um respeitado psicólogo e estatístico que passou muitos anos fora do Iraque e era ativo na oposição a Saddam Hussein. Ibrahim Bahr al-Uloum, um xiita, vai ocupar a pasta do Petróleo. Depois de sua nomeação, al-Uloum disse que procuraria pôr fim à falta de combustível e prometeu aumentar a produção, que vem sendo prejudicada por sabotagem dos insurgentes. Os novos ministros devem prestar juramento ainda neste domingo. Al-Zarqawi Em um outro desdobramento da crise iraquiana, militares liderados pelos Estados Unidos no Iraque afirmaram ter matado seis pessoas e prendido outras 54 neste domingo, durante uma incursão à procura de insurgentes na cidade de al-Qaim, próxima da fronteira com a Síria. Em um comunicado, os militares americanos afirmaram ter recebido inúmeros relatos de serviços de inteligência sugerindo que seguidores do líder militante jordaniano Abu Musab al-Zarqawi encontravam-se na região. Al-Zarqawi é o militante mais procurado pelos Estados Unidos no Iraque, acusado de arquitetar uma série de ataques contra militares americanos e a polícia iraquiana. Segundo os militares americanos, carros-bomba, materiais para fabricação de bombas e dois prédios lotados com armas foram destruídos durante a operação. A área onde foi realizada a operação vem sendo alvo de inúmeros ataques de insurgentes nos últimos meses. |
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