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Atualizado às: 09 de maio, 2005 - 22h40 GMT (19h40 Brasília)
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Blair finaliza reforma ministerial na Grã-Bretanha
Tony Blair (esq) e Gordon Brown
Há expectativa de que Blair (esq) acabe passando o cargo para Gordon Brown, ministro da Fazenda
O primeiro-ministro britânico, Tony Blair, finalizou sua reforma ministerial nesta segunda-feira depois da vitória nas eleições que reduziram substancialmente a maioria trabalhista no Parlamento.

Na semana passada, Blair tornou-se o primeiro líder do Partido Trabalhista a obter um terceiro mandato consecutivo como primeiro-ministro.

Mas esta conquista histórica não calou seus críticos, segundo o analista político da BBC Sean Curran.

Horas depois de retornar à sua residência oficial, em Downing Street, Blair apontou aliados-chaves para posições importantes no gabinete.

Foram distribuídos cargos no segundo escalão, que trouxeram de volta para o governo Beverley Hughes, que deixara um cargo na área de imigração depois de alegações de relaxamento de normas de concessão de visto britânico para alguns cidadãos da Bulgária e Romênia, e Philip Hunt, que renuciou por causa da guerra do Iraque.

Afastamento

Mais cedo, nesta segunda-feira, vários ex-integrantes do gabinete uniram suas vozes a pedidos para que Blair deixe o cargo dentro de meses, e não de anos, depois que os trabalhistas viram reduzida sua maioria no Parlamento de 161 para 67.

Clare Short, encarregada na gestão anterior de Blair da ajuda internacional concedida pela Grã-Bretanha, disse que será melhor se o primeiro-ministro deixar logo o cargo.

Antes da eleição, Blair disse que queria cumprir um terceiro mandato até o final para levar adiante suas reformas do serviço público.

Mas ex-ministros como Frank Dobson, da Saúde, e Robin Cook, do Exterior, uniram-se a parlamentares do partido no pedido para que Blair deixe o cargo.

Outro que pediu a renúncia de Blair foi o parlamentar John Austin, em uma entrevista ao jornal The Sunday Times, no domingo.

Segundo Austin, Blair tornou-se uma obrigação, e não um acréscimo, nas últimas eleições.

De acordo com Austin, o primeiro-ministro poderia deixar o cargo "com crédito considerável, tendo ganhado três eleições" depois da reunião de cúpula do G-8 (grupo dos sete países mais industrializados e a Rússia) na Escócia em julho próximo.

Mas partidários de Blair dizem que quem pede que o primeiro-ministro deixe o cargo está se comportando como se o Partido Trabalhista tivesse sido derrotado nas eleições gerais.

O novo titular da pasta para a Irlanda do Norte, Peter Hain, desafiou os crítcos a se manifestarem na reunião do grupo trabalhista no Parlamento ao invés de falarem na imprensa.

Mas o ministro do Exterior, Jack Straw, defendeu Blair afirmando que ele é um gênio que foi a salvação do Partido Trabalhista.

Para concorrer à liderança do partido numa tentativa de remover Blair seria necessário que o candidato trabalhista recebesse o apoio de 20% dos parlamentares trabalhistas, colocando em andamento um processo que culminaria com uma eleição interna.

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