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Após vitória, Blair diz que 'entendeu' mensagem das urnas | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O primeiro-ministro britânico, Tony Blair, disse ter entendido a mensagem das urnas após os resultados indicarem que seu partido, o Trabalhista, terá sua maioria no Parlamento diminuída de 167 para 66. "Eu escutei e entendi", disse Blair, após assegurar um histórico terceiro mandato. Ele disse que vai se "concentrar incansavelmente" em assuntos internos como imigração e o reestabelecimento da ordem pública. O Partido Conservador conquistou 31 assentos a mais e os Liberais Democratas, 10, do que nas últimas eleições. Iraque Após o resultado, o líder dos Conservadores, Michael Howard, anunciou que está deixando seu posto à frente do partido, assim que um novo nome for escolhido. No sistema parlamentarista do país, o líder do partido que conquista o maior número de cadeiras no Parlamento (nesta caso, Blair) é nomeado pela rainha Elizabeth 2ª o chefe do governo. Na noite desta sexta-feira, (tarde no Brasil), das 645 cadeiras disputadas (na verdade, existem 646 distritos, mas por causa da morte de um candidato em um deles, a eleição foi adiada nesse local), os trabalhistas já haviam conquistado 357 – mais do que as 324 necessárias para assegurar a maioria no Parlamento. Os números indicam, no entanto, que, apesar da vitória, o partido de Tony Blair deve ser eleito com uma maioria bem menos confortável do que nas vitórias anteriores. O primeiro-ministro, que será o primeiro líder trabalhista eleito para três mandatos consecutivos, reconheceu que a guerra do Iraque dividiu o país. "Eu sei que o Iraque foi uma questão polêmica neste país mas eu espero que nós possamos nos unir de novo e olhar para o futuro", afirmou. Conservadores As apurações preliminares também indicam que os Conservadores mantiveram uma porcentagem de votos similar à das eleições de 2001. Os maiores ganhos parecem ter ocorrido no campo dos Liberais Democratas. O terceiro maior partido da Grã-Bretanha deverá aumentar o seu número de cadeiras no Parlamento para cerca de 60. O líder do Partido Conservador, Michael Howard, parabenizou o adversário pela vitória, mas disse que estava na hora de ele cumprir as suas promessas. "Eu estou orgulhoso da campanha que nós disputamos. Nós assumimos posições em assuntos que realmente importam para as pessoas deste país", disse Howard. O índice de comparecimento é estimado em 60% dos eleitores, próximo do que foi em 2001. Previa-se que pelo menos 6 milhões de pessoas votassem pelo correio. Antes da dissolução do Parlamento, os trabalhistas ocupavam 410 cadeiras, os conservadores, 164, e os liberais-democratas, 54. Partidos menores detinham as 31 restantes. Por causa de restruturações regionais, o número total de cadeiras foi reduzido de 659 para 646 neste ano. Reação Tony Blair foi parabenizado por sua vitória por líderes mundiais. O presidente da França, Jacques Chirac, deu os "parabéns calorosos em nome do povo da França" a Blair, e disse que a Grã-Bretanha vai desempenhar um papel fundamental nos próximos meses como presidente da União Européia e do G-8 (grupo das nações mais industrializadas do mundo). Chirac não mencionou a campanha britânica no Iraque, motivo de desavença entre França e Grã-Bretanha. Outro opositor da guerra no Iraque, o líder alemão Gerhard Schroeder, disse que Blair "ganhou o melhor presente de aniversário possível" - já que nesta sexta-feira o primeiro-ministro britânico comemora 52 anos. O primeiro-ministro da Austrália, John Howard, elogiou a capacidade de liderança de Blair, que lhe deu um histórico terceiro mandato. |
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