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Atualizado às: 04 de maio, 2005 - 15h08 GMT (12h08 Brasília)
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Preocupação com a criminalidade divide eleitorado britânico

Pessoas brigando na rua
Existe uma estreita ligação entre o álcool e os crimes violentos
O primeiro-ministro britânico Tony Blair espera que a queda da criminalidade no Reino Unido seja traduzida em votos para o Partido Trabalhista nas eleições desta quinta-feira.

Segundo um levantamento da British Crime Survey (encomendado pelo Ministério do Interior britânico) que compila dados oficiais, da polícia, e não-oficiais, obtidos por meio de entrevistas com a população, o número total de crimes diminuiu durante a gestão de Blair.

De acordo com a pesquisa, o risco de uma pessoa ser vítima de um crime diminuiu de 40% há dez anos para 26% no ano passado.

Por outro lado, segundo dados da polícia, o número de crimes violentos na Grã-Bretanha aumentou 11% no ano passado, sendo os mais freqüentes a violência contra a pessoa (que inclui assassinato, assédio e agressão) e o estupro.

Isso faz com que o principal adversário de Blair, o conservador Michael Howard, afirme que grande parte da população britânica está se sentindo mais insegura. Ele espera obter os votos deste grupo nesta quinta-feira.

Nas ruas, nota-se uma divisão em relação ao tema: apesar de muitos britânicos afirmarem que estão preocupados com a criminalidade, outros dizem que ainda se sentem seguros.

O engenheiro Nicholas Horn, que mora em Hackney, uma região considerada violenta em Londres, diz que não se sente ameaçado.

"Pessoalmente, eu nunca fui exposto a nenhum tipo de violência. Eu presenciei alguns incidentes, mas nada que faça eu me sentir extremamente preocupado."

A mãe da estudante Melissa, de 10 anos, tem uma opinião diferente. Mariwa (que preferiu não falar seu sobrenome) afirmou ter medo da vizinhança.

"Existem muitos usuários e vendedores de drogas perto de casa."

Melissa reclama da situação: "É difícil para as crianças brincarem na rua com os amigos. Eu nunca fui vítima de violência, mas já vi muitos crimes ali."

A situação do lado de sua casa afeta Melissa muito mais, por exemplo, do que o medo de um ataque terrorista.

A ênfase que o governo Blair dispensou ao tema surtiu mais efeito no gerente de restaurante Bruno Elias, que há cinco anos se mudou de Portugal para Londres.

"Eu tenho mais medo de terrorismo do que de ser assaltado, porque sabemos que a Grã-Bretanha é um dos principais alvos caso haja um ataque terrorista."

Elias acredita que a criminalidade aumentou um pouco em Londres, mas diz se sentir "completamente seguro na cidade, a qualquer hora do dia ou da noite".

Brasil

A capital da Inglaterra é a mais violenta do Reino Unido, segundo a British Crime Survey.

Porém, se os dados ingleses forem comparados com os brasileiros, a capital Londres continua sendo um bom lugar para morar.

De acordo com dados da polícia metropolitana, foram registrados em março 18 homicídios em Londres.

A Secretaria de Segurança Pública de São Paulo computou 229 assassinatos no mesmo mês na capital paulista.

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