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Soldado americana se declara culpada de abuso no Iraque | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A soldado americana Lynndie England declarou-se culpada, em uma corte marcial, de abuso contra prisioneiros detidos na prisão de Abu Ghraib, no Iraque. Os advogados da soldado disseram que ela concordou em assumir a culpa num acordo para reduzir sua sentença de prisão para um máximo de 11 anos. Imagens da soldado England sorrindo e apontando para iraquianos nus chocaram os Estados Unidos e o restante do mundo. Ela está no grupo de nove soldados que foram acusados de maus-tratos a prisioneiros iraquianos em Abu Ghraib no fim de 2003. Ordens Os advogados de defesa sempre afirmaram que Lynndie England e outros soldados estavam cumprindo ordens de oficiais, que queriam "amaciar" os prisioneiros antes de interrogá-los. Mas quatro oficiais de alta patente foram absolvidos na semana passada de qualquer delito em Abu Ghraib. Apenas uma oficial, a brigadeiro general Janis Karpinski, perdeu seu posto de comando como resultado do escândalo. A audiência de Lynndie England aconteceu na base militar de Fort Hood, no Texas. A soldado, de 22 anos, responde a nove acusações, que podem levá-la a cumprir até 16 anos de prisão. No ano passado, ela engravidou do soldado Charles Garner, acusado de ser o líder dos abusos cometidos em Abu Ghraib. Lynndie deu à luz um menino. Graner foi condenado por uma corte marcial e recebeu uma pena de 10 anos de prisão. |
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