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Atualizado às: 29 de abril, 2005 - 11h45 GMT (08h45 Brasília)
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Ataques no Iraque matam pelo menos 23 e ferem 90
Soldados iraquianos examinam carros danificados por explosão em Bagdá
Ataques visaram forças de segurança iraquianas
Uma série de ataques a bomba aparentemente coordenados matou pelo menos 23 pessoas e feriu outras 90 nesta sexta-feira no Iraque.

Os ataques aconteceram em Bagdá e suas proximidades, um dia depois da nomeação do novo governo do país.

Nenhum grupo reivindicou a autoria dos atentados.

Em outro desdobramento, uma fita que teria sido gravada pelo grupo do militante jordaniano Abu Musab al-Zarqawi, o líder da organização Al-Qaeda no Iraque, faz uma convocação por mais ataques contra as forças de ocupação americanas.

Na gravação, que foi disponibilizada em uma página na internet, uma voz que se identifica como Al-Zarqawi jura não permitir que o presidente americano, George W. Bush, fique com “a mente em paz”.

Sunitas

Quatro carros-bomba explodiram no distrito de Adhamiyah, na capital, um deles visando um restaurante freqüentado por forças de segurança iraquianas.

Adhamiyah é uma região cuja maior parte da população é sunita – a minoria que detinha o poder durante o governo de Saddam Hussein.

Pouco depois, três outros explodiram na cidade de Madain, ao sul de Bagdá.

Os ataques em Madain tiveram como alvo um posto de controle militar, um hospital e um posto dos correios.

Outras explosões aconteceram nas cidades de Arbil, no norte iraquiano, e Basra, no sul do país.

Dia de oração

Os atentados ocorrem no dia de orações dos muçulmanos e são os mais recentes em uma série de atos de violência insurgente nas últimas semanas.

A violência coincidiu com as etapas finais do longo processo de formação do novo governo iraquiano que se seguiu às eleições de janeiro.

Mesmo após sua aprovação, o gabinete tem sete cargos que vão permanecer em aberto – incluindo os Ministérios da Defesa e do Petróleo. Jaafari disse que estes postos serão preenchidos em breve.

Apenas cinco dos 185 parlamentares presentes à sessão não votaram a favor do gabinete. Outros 90 faltaram à votação.

Alguns dos lugares que não foram preenchidos no gabinete estariam reservados à comunidade sunita.

O atraso na formação do novo governo se deveu em grande parte às tentativas para integrar os sunitas.

Enquanto não forem escolhidos os titulares para os cargos, o próprio Jaafari vai acumular o cargo de ministro da Defesa, e o vice-primeiro-ministro Ahmed Chalabi, o de ministro do Petróleo.

Coalizão xiita

Jaafari pertence à coalizão xiita que foi a mais votada nas eleições parlamentares de janeiro. Chalabi, que foi um aliado próximo dos Estados Unidos, mas mais tarde esteve em baixa, também é xiita.

Trazer representação sunita no gabinete foi um dos principais problemas na formação do governo, disse o correspondente da BBC em Bagdá, Jim Muir.

Há esperança de que se sunitas com credibilidade puderem ser incluídos no processo, pode-se tomar algum terreno político dos insurgentes nas comunidades sunitas onde eles operam, afirmou Muir.

Um líder sunita, o vice-presidente Gazi Yawar, disse que não há sunitas suficientes no governo.

"É simples. Se os xiitas não satisfizerem os sunitas árabes, eu acho que os sunitas podem simplesmente retirar seus candidatos (do governo)", disse ele.

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