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Governo do Iraque é aprovado com 7 cargos vagos | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O Parlamento do Iraque aprovou nesta quinta-feira o governo indicado pelo primeiro-ministro Ibrahim Jaafari. Foram necessários quase três meses de negociações para a formação do novo gabinete, e o gabinete tem sete cargos em aberto – incluindo os Ministérios da Defesa e do Petróleo. Jaafari disse que estes postos serão preenchidos em breve e, pela Constituição, isso deve ser feito até o dia 7 de maio. Ele próprio ocupará interinamnete o cargo de ministro da Defesa até a noemação do titular. Entre os nomes definidos, está o do xiita Ahmed Chalabi, um antigo aliado do governo americano. Chalabi será um dos dois vice-primeiros-ministros e ocupará interinamente a pasta do Petróleo. A escolha marca um retorno triunfante do político, que de favorito dos Estados Unidos para a presidência iraquiana, caiu em desgraça depois de ser acusado de espionar para o Irã. O gabinete de 30 ministros de Jaafari inclui ainda o curdo Ruz Nuri Shawis (vice-primeiro-ministro e ministro interino da Energia), o xiita Baqir Solagh (ministro do Interior) e o curso Hoshyar Zebari (ministro do Exterior). Sunitas O vice-presidente Gazi Yawar reclamou da falta de sunitas no gabinete. "É simples. Se os xiitas não satisfizerem os árabes sunitas, eu acho que os sunitas podem simplesmente retirar os seus candidatos (do governo)", afirmou Yawar, ele próprio um sunita. Classe dominante no governo de Saddam Hussein, a minoria sunita boicotou as eleições de janeiro e acabou ficando sub-representada na Assembléia Nacional. Ainda assim, Jaafari lhes prometeu uma participação maior no gabinete do que no Parlamento para refletir a composição do país. O primeiro-ministro disse que trabalhou "dia e noite" para assegurar que o governo refletisse a diversidade étnica e religiosa da sociedade iraquiana. Acredita-se, no entanto, que ele esteja reservando alguns dos lugares que ainda não foram preenchidos para os sunitas. A necessidade de incluí-los, aliás, teria sido uma das razões do atraso na formação do novo governo. Jaafari pertence à coalizão xiita que foi a mais votada nas eleições parlamentares de janeiro. Reações O presidente americano, George W. Bush, elogiou a formação do governo, dizendo que ele representaria a "unidade e a diversidade" do Iraque. Bush lembrou que, além de oferecer serviços públicos e segurança, o novo governo tem a função de elaborar uma nova Constituição para o Iraque. O anúncio também foi bem-recebido pela União Européia. O governo iraquiano é inédito em vários sentidos: é o primeiro a ser eleito democraticamente em 50 anos e o primeiro a ser dominado pelos xiitas, etnia da maioria dos iraquianos. Também não tem precedentes o fato de um quarto dos cargos ser dos curdos. Apenas cinco dos 185 parlamentares presentes à sessão não votaram a favor do gabinete. Outros 90 faltaram à votação. Violência No mesmo dia em que foi concluída a fromação do novo governo, o Ministério do Interior iraquiano anunciou que dois altos funcionários seus foram mortos em ataques separados em Bagdá. O Ministério do Interior iraquiano divulgou que o general Mohsen Abed Al-Sadah, um alto oficial do serviço de inteligência, foi assassinado a tiros do lado de fora de sua casa em Bagdá. Em outro ataque, militantes mataram o coronel Alaa Khalil Ibrahim, um funcionário do setor de passaportes do ministério, quando ele estava se dirigindo para o trabalho. Ao sul da capital iraquiana, quatro pessoas morreram e várias outras ficaram feridas quando um morteiro atingiu uma garagem na cidade de Musayyib. Ao norte de Bagdá, quatro soldados iraquianos e três americanos sofreram ferimentos em um ataque realizado por um militante suicida que explodiu um carro-bomba em um posto de controle militar. Pelo menos sete civis também ficaram feridos no ataque. |
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