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Atualizado às: 19 de abril, 2005 - 07h28 GMT (04h28 Brasília)
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Venezuela prende oito soldados da Colômbia
Líder rebelde colombiano, Rodrigo Granda, foi capturado em solo venezuelano
Captura de Rodrigo Granda provocou crise entre os dois países
Pelo menos oito soldados colombianos foram detidos pelas autoridades da Venezuela em um posto de fronteira.

Os soldados, que estavam de licença há vários dias, aparentemente foram presos quando tentavam retornar para a sua unidade.

O governador da província de Arauca, Julio Acosta Bernal, pediu que os soldados sejam libertados.

Arauca fica no nordeste da Colômbia.

Em janeiro, ocorreu uma crise diplomática entre os dois países quando o líder rebelde colombiano, Rodrigo Granda, foi capturado em solo venezuelano e entregue para o governo da Colômbia.

Os soldados colombianos, que estavam desarmados e à paisana, foram detidos no fim de semana na estrada Cucuta-Araica no Estado venezuelano de Apure, perto da fronteira.

Eles estão presos em um quartel do Exército venezuelano.

Acosta disse que eles tentaram tomar um atalho dentro do território venezuelano sem ter a autorização necessária para isso, porque não queriam ser punidos por seus superiores por atraso na volta para sua unidade.

O governador acrescentou que membros das forças de segurança colombianas são forçados a usar estradas venezuelanas com freqüência por causa do risco que enfrentam de patrulhas de guerrilheiros do grupo Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc).

De início os detalhes sobre a detenção dos soldados eram confusos porque as autoridades venezuelanas também prenderam um grupo de cinco colombianos armados em um incidente separado no Estado do Amazonas.

Acredita-se que os cinco pertencem ao grupo paramilitar de direita Autodefesas Unidas da Colômbia (AUC).

Desvio de dinheiro

As autoridades da Colômbia destituíram 34 policiais por desviar US$ 1 milhão do dinheiro que os Estados Unidos forneceram ao país para o combate ao narcotráfico.

Uma investigação que incriminou altos funcionários, incluindo o ex-chefe da política antidrogas, general Custavo Socha, revelou que eles usaram o dinheiro para benefício próprio em vez de aplicá-lo em operações contra o narcotráfico.

Segundo o jornal colombiano El Tiempo, os policiais também estão impedidos de exercer qualquer função pública por cinco anos.

O correspondente da BBC em Bogotá, Jeremy McDermott, disse que o caso é constrangedor para o governo colombiano, que, como um dos maiores beneficiários da ajuda americana, recebe mais de US$ 600 milhões de Washington por ano.

O dinheiro teria sido roubado de uma conta bancária usada para financiar a polícia antidrogas, até então considerada pelos Estados Unidos como uma das mais confiáveis instituições colombianas.

Usando recibos falsos, cerca de US$ 1 milhão foram furtados da conta bancária e gastos pelos policiais em festas e artigos de luxo.

Estavam envolvidos no esquema um general, seis coronéis e 27 policiais.

O escândalo, no entanto, não deteve o envolvimento dos Estados Unidos no conflito civil colombiano.

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