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ONU tem que passar por reformas ou morrer, diz Rice | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A secretária de Estado americana, Condoleezza Rice, disse que a ONU não poderia "sobreviver como força vital" se não passar por reformas. Rice disse a jornalistas nos Estados Unidos que seria consensual o reconhecimento de que várias coisas precisariam ser mudadas dentro da ONU. Ela disse que John Bolton, crítico de longa data das Nações Unidas e indicado para ser o próximo embaixador dos EUA na organização, iria ajudar a atualizar, reformar e fortalecer a ONU. Os comentários de Rice vieram no momento em que a ONU responde pelo escândalo de corrupção envolvendo o programa Petróleo por Comida no Iraque. A organização também enfrenta acusações de abuso sexual cometido por forças de paz da ONU na África. Reformas O secretário-geral da ONU, Kofi Annan, concorda com a necessidade de mudanças e chegou a apresentar uma série de propostas de reformas. Falando em um encontro da Sociedade Americana dos Editores de Jornais em Washington, Rice disse: "Por mais importante que seja a instituição, é necessário dizer que algumas coisas não vão bem nas Nações Unidas neste momento". "Todo mundo reconhece isso e nós temos que resolver esse problema". "Não é segredo para ninguém que a ONU não pode sobreviver como força vital na política internacional se ela não passar por reformas", disse Rice. Ela disse ainda que Bolton, que prometeu trabalhar no sentido de aumentar a eficiência e transparência da organização, era necessário para ajudar a modernizar e reformar a ONU. Bolton disse que a ONU precisava da liderança dos EUA para retomar a sua posição no cenário internacional, e que ela deveria se concentrar mais em violações de direitos humanos e terrorismo internacional. Críticas contundentes As afirmações de Rice estiveram entre as críticas mais contundentes feitas até hoje por um membro do primeiro escalão da administração Bush, segundo o correspondente da BBC em Nova York, Michael Voss. As relações entre Washington e Annan não estiveram entre as melhores desde que o Conselho de Segurança da ONU se recusou a apoiar os planos de uma ação militar no Iraque, apresentados pelos Estados Unidos e seus aliados, e, mais recentemente, pelas revelações de corrupção no programa Petróleo por Comida. O programa de U$ 60 bilhões (R$ 157 bilhões) permitia que Saddam Hussein vendesse petróleo para comprar comida e remédios, como forma de aliviar o impacto das sanções impostas ao Iraque - após a invasão do Kuwait em 1990 - sobre a população civil. Investigadores do Senado americano alegam que o regime de Saddam recebeu cerca de U$4 bilhões em pagamentos ilegais de companhias de petróleo envolvidas no programa. Outros U$14 bilhões teriam vindo da venda ilegal de petróleo para países vizinhos como Jordânia e Turquia. As tensões aumentaram na sexta-feira, depois de Annan ter insinuado que os EUA e a Grã-Bretanha teriam feito vista grossa para o contrabando de petróleo. Washington e Londres negaram qualquer erro de conduta nesse caso. |
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