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Atualizado às: 12 de abril, 2005 - 02h50 GMT (23h50 Brasília)
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Doadores prometem mais de US$ 2 bi para o Sudão
Refugiados no Sudão
Região de Darfur vem sofrendo com atuação de milícias
Doadores internacionais prometeram mais de US$ 2 bilhões em ajuda humanitária ao sul do Sudão.

As promessas foram feitas no primeiro dia de uma conferência de doares organizada pela Noruega e realizada na capital do país, Oslo.

A União Européia disse que vai contribuir com mais de US$ 700 milhões, mas a maior doação deverá ser feita pelos Estados Unidos.

Segundo a agência de notícias Associated Press, o subsecretário de Estado americano, Robert Zoellick, disse em Oslo que o seu país vai oferecer US$ 1,7 bilhão para que o Sudão.

O secretário-geral da ONU, Kofi Annan, havia pedido que os 60 países representados na conferência que doassem US$ 2,6 bilhões para ajudar na reconstrução do sul do Sudão, onde governo e rebeldes assinaram um acordo de paz em janeiro, depois de 21 anos de guerra civil.

"Nas últimas três décadas, pelo menos na metade dos casos de acordo de paz, as partes voltaram à guerra num período de até cinco anos", afirmou Annan.

"Nós estamos reunidos porque sabemos que a superação dos obstáculos à frente do Sudão vão exigir o compromisso sincero e total de todas as partes, assim como o contínuo apoio da comunidade internacional - político, moral e financeiro", concluiu.

O secretário-geral da ONU disse que o dinheiro é necessário, com urgência, para ajudar o reassentamento de centenas de milhares de refugiados.

Segundo ele, a ajuda não pode ser condicionada ao fim do conflito na região de Darfur, no oeste do Sudão, onde, disse Annan, continuam a ser praticados graves abusos.

Norte x Sul

O conflito, a guerra civil mais duradoura da África, envolveu os muçulmanos do norte contra cristãos e animistas do sul, contrários à introdução da lei islâmica na região.

Cerca de 2 milhões de pessoas morreram.

Excluindo-se um período de 11 anos (entre 1972 e 1983), o Sudão tem estado em guerra continuamente desde a sua independência, em 1956.

Em 1983, o governo, dominado por árabes no norte, tentou impor a lei islâmica em todo o Sudão, inclusive em áreas onde a maioria da população não é muçulmana.

Isto alimentou uma rebelião. O Exército Popular de Libertação do Sudão nunca deixou claro que lutava pela autonomia do sul dentro do país ou por independência.

Em Darfur, a milícia Janjaweed, é acusada de matar e estuprar moradores locais e de forçar dois milhões de pessoas a deixarem suas casas.

O governo sudanês nega ligações com a milícia Janjaweed, mas admite ter armado alguns milicianos.

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