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Atualizado às: 10 de abril, 2005 - 15h06 GMT (12h06 Brasília)
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China tem segundo dia de protestos anti-japoneses
Manifestantes chineses
Manifestação em Pequim foi a maior desde 1999
Protestos anti-japoneses aconteceram na China pelo segundo dia consecutivo, se espalhando desde a capital Pequim até a província de Guandong, no sul do país.

O protesto na capital chinesa atraiu 10 mil pessoas, o maior desde 1999.

Os manifestantes se revoltaram contra novos livros escolares japoneses, acusados de minimizarem as atrocidades cometidas pelo Japão durante a ocupação da China nos anos 1930 e 1940.

O Japão havia reclamado formalmente à China por causa de danos causados a sua embaixada durante protestos em Pequim, no sábado.

'Espontâneo'

O ministro das Relações Exteriores japonês deve visitar a China na próxima semana para discutir “um número de assuntos bilaterais e internacionais”, segundo o governo do Japão.

Pelo menos 3 mil pessoas protestaram em frente ao consulado japonês em Guangzhou, neste domingo, queimando bandeiras do Japão e pedindo pelo boicote de produtos do país.

Um diplomata japonês disse que algumas janelas no consulado foram quebradas.

Um porta-voz do governo local, entretanto, disse que a “manifestação espontânea” foi pacífica e controlada.

Responsabilidade

A China diz ter mobiizado um grande número de policiais para manter a ordem.

Apesar do embaixador chinês no Japão, Wang Yi, dizer que a China não é conivente com os protestos, correspondentes dizem que o simples fato da manifestação do sábado ter ocorrido significaria aceitação ou mesmo aprovação do governo chinês.

Um dos livros didáticos japoneses que causaram a discórdia se refere à matança de mais de 250 mil civis chineses na cidade de Nanjing, em 1937, como incidente e não massacre.

Os críticos dizem também que os livros ignoram a escravização sistemática de mulheres para fins sexuais.

O Japão diz que o livros, embora aprovados pelo ministério da Educação do país, são de responsabilidade da iniciativa privada e não do governo.

Os sentimentos anti-japoneses também foram inflamados pela candidatura do Japão a um assento permanente no Conselho de Segurança da ONU (Organização das Nações Unidas)

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