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Partido defensor do apartheid anuncia fim na África do Sul | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O Novo Partido Nacional, NPN, anunciou que vai deixar de existir na África do Sul. O grupo é o sucessor do Partido Nacional, PN, que introduziu e manteve o regime apartheid na África do Sul por mais de 40 anos. A decisão de acabar com o NPN foi tomada após uma derrota humilhante nas últimas eleições gerais no país. O conselho federal do NPN decidiu por 88 votos contra 2 que o grupo político será desativado. O líder do partido, Marthinus van Schalkwyk, pediu desculpas pelos anos de segregação racial sob o apartheid, o qual classificou de "um sistema baseado na injustiça". Ex-rival No último pleito da África do Sul, o NPN obteve apenas 2% dos votos, o equivalente a sete cadeiras no Parlamento. O resultado desfavorável levou o partido a procurar o apoio de um ex-rival, o Congresso Nacional Africano (NCA), que venceu as primeiras eleições multirraciais após o fim do apartheid. Van Schalkwyk, que é atualmente ministro do Meio Ambiente e do Turismo, disse que o fim do partido representa a contribuição do mesmo para finalmente exterminar a divisão da alma da África do Sul. O Partido Nacional, que precedeu o NPN, chegou ao poder em 1948, mais de três décadas após a sua formação. O grupo comandou um sistema racista e opressor até 1994, quando eleições democráticas realizadas pelo último presidente do partido, Frederik de Klerk, levaram o PN a participar de um governo de partilha. Em 1996, no entanto, o grupo se retirou do acordo e formou uma aliança com o principal partido de oposição, O Democrata, que também não deu certo. Desde então, o NNP tem enfrentado um verdadeiro caos político. O partido deixa de existir formalmente após as eleições regionais das quais não participará. |
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