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Atualizado às: 30 de março, 2005 - 04h17 GMT (01h17 Brasília)
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Chega a mil número de mortos em tremor na Indonésia
Ilha de Nias
Em Gunung, na ilha de Nias, 80% dos prédios foram destruídos
Uma grande operação humanitária está em curso no oeste da Indonésia para socorrer as vítimas do terremoto que matou pelo menos mil pessoas.

Autoridades locais acreditam que o número de vítimas fatais pode aumentar, e o vice-presidente da Indonésia, Jusuf Kalla, disse à BBC que até 2 mil pessoas podem ter morrido na ilha de Nias, a mais próxima do epicentro do tremor de 8,7 graus na escala Richter.

Um hospital foi montado em Sumatra para atender especialmente aos feridos do terremoto.

Na ilha de Simeulue, no entanto, a situação parece menos grave do que se estimou inicialmente. Até o momento, há a confirmação de três mortos e 40 feridos.

Em Nias, cerca de 80% dos prédios da principal cidade da ilha, Gunung Sitoli, foram destruídos e, um dia após o tremor, as equipes de resgate ainda estão retirando corpos sob os escombros.

Os trabalhos estão sendo prejudicados pelo mau tempo e pela destruição da infra-estrutura. Muitas estradas são inacessíveis, obrigando equipes de ajuda a se deslocar por meio de motocicleta.

Segundo a ONG de ajuda humanitária Oxfam, os sistemas de fornecimento de água e de energia da cidade entraram em colapso.

Ajuda de fora

Dois navios indonésios estão a caminho de três ilhas, incluindo Nias, e estão sendo preparados alimentos, tendas e outros suprimentos básicos para serem enviados para a região.

A Austrália forneceu dois aviões de carga e desviou um dos seus navios que estava em Cingapura para ajudar na operação.

Os Estados Unidos, a Rússia e o Japão também ofereceram ajuda à Indonésia.

"As pessoas da Indonésia podem saber que elas estão nas nossas orações, e que o nosso governo está pronto para ajudar", afirmou o presidente americano, George W. Bush.

O epicentro do tremor de segunda-feira ocorreu a 160 quilômetros do epicentro do terremoto de dezembro, que foi seguido pelas devastadoras tsunamis.

Anúncios de que as ondas gigantes poderiam estar a caminho chegaram a ser emitidos na Indonésia e nos outros países do Oceano Índico, mas o temor não se concretizou.

Cientistas acreditam que o mais recente terremoto não tenha liberado energia suficiente para provocar uma depressão no solo oceânico.

Esse tremor foi entre 12 e 15 vezes mais fraco do que o dia 26 de dezembro.

"Isso é crucial, porque quanto maior a energia liberada, maior a chance de o leito do oceano se mover", explica o professor da Universidade do Ulster John McCloskey.

Medições mostram que um pequeno tsunami chegou a se formar, mas os seus efeitos foram pouco visíveis.

O fato de que diversas agências humanitárias já estavam na região por causa do tsunami ajudou na logística da operação. A correspondente da BBC Rachel Harvey, que estava em Aceh (região mais atingida pelo tsunami, também na Indonésia) em dezembro, disse que as autoridades parecem ter aprendido lições entre uma tragédia e outra.

Nias é uma ilha remota, mas o dinheiro injetado pelo turismo estimulou a construção de prédios.

Aparentemente foram essas construções, geralmente feitas com concreto, que desabaram nesta segunda-feira.

O presidente indonésio, Susilo Bambang Yudhoyono, declarou estado de emergência na área.


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