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Atualizado às: 11 de março, 2005 - 09h07 GMT (06h07 Brasília)
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Madri lembra um ano dos ataques que mataram 191
Trem em Madri destruído pelas bombas de 11 de março
Os ataques chocaram profundamente a Espanha
A Espanha marca, nesta sexta-feira, o primeiro aniversário dos ataques a bomba que deixaram 191 pessoas mortas e mais de 1,8 mil feridos em Madri.

O bater coordenado dos sinos das igrejas da capital espanhola teve início exatamente às 7h37 (hora local, 3h37 em Brasília), a mesma hora em que a primeira da série de explosões aconteceu há um ano, em um trem de subúrbio.

O país deve observar cinco minutos de silêncio ao meio-dia (hora local, 8h em Brasília).

A correspondente da BBC em Madri, Katya Adler, disse que muitos dos sobreviventes do ataque pretendem evitar as cerimônias oficiais, já que as memórias ainda estão muito frescas.

“Tem sido duro por 365 dias. Este dia, em particular, vai ser bem difícil”, disse à agência de notícias Reuters o inspetor ferroviário Francisco javier Zamarra, que trabalha na estação de trens de Atocha, em Madri, atingida nos ataques.

Encontro internacional

Líderes mundiais estão reunidos na cidade para traçar uma estratégia para combater o terrorismo mundial.

Os organizadores planejaram coincidir as datas da conferência com o do aniversário dos ataques aos trens para “honrar o corajoso povo madrilenho que vem sofrendo imensamente desde 11 de março de 2004”.

No encontro, o secretário da Organização das Nações Unidas (ONU), Kofi Annan, disse que o terrorismo, em todas as suas formas, deve ser considerado ilegal.

“Todas as autoridades políticas e morais devem dizer claramente que o terrorismo é inaceitável sob qualquer circunstância e em qualquer cultura”, disse Annan.

Marroquinos

As explosões aconteceram três dias antes das eleições gerais no país, quando os socialistas derrotaram o partido de direita do então primeiro-ministro José María Aznar.

O governo de Aznar foi rápido ao culpar o grupo separatista basco ETA pelos ataques, um erro considerado fatal para a sua inesperada derrota nas urnas.

A responsabilidade pelos ataques foi atribuída a uma célula operacional marroquina com supostas ligações com a Al-Qaeda.

A maioria dos detidos é de cidadãos marroquinos.

Os investigadores espanhóis dizem que eles resolveram aspectos-chave do ataque em um inquérito que se espalhou por seis países.

A promotora pública que cuida do caso disse não existirem dúvidas de que militantes islâmicos estariam por trás das bombas.

Mais de cem pessoas foram detidas e 22 delas ainda permanecem na prisão aguardando julgamento.

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