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Justiça diz estar perto da verdade sobre atentado de Madri | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Um ano depois dos ataques a trens em Madri, em que 191 pessoas morreram, a promotora Olga Sanchez diz que os investigadores estão “próximos de saber o que aconteceu”. “Não existem dúvidas” de que militantes islâmicos estariam por trás do ataque, disse ela em sua primeira entrevista desde os ataques, concedida na última quarta-feira, à rádio espanhola Cadena. Os investigadores acreditam que os ataques foram realizados por uma rede radical islâmica, de origem predominantemente norte-africana, mas com sede na Espanha. As explosões de 11 de março de 2004 se transformaram no pior atentado da história do país. Conclusões Mais de 70 pessoas foram detidas em um inquérito criminal conduzido em seis países e que produziu quase 40 mil páginas de documentos legais. O juiz Juan Del Olmo divulgou, no mês passado, um relatório com as conclusões principais do inquérito, em meio a sinais de que o julgamento pode começar ainda este ano. A revista espanhola Tiempo de Hoy publicou que as conclusões iniciais de Del Olmo são de que três grupos estiveram envolvidos na preparação e execução dos ataques. Outros detalhes vieram a público e podem explicar mais sobre a motivação dos alegados responsáveis. Encurralados O juiz disse que os ataques seriam uma resposta a prévios governos conservadores espanhóis, favoráveis à guerra no Iraque. Uma parte do relatório publicado em fevereiro cita uma carta, escrita por um dos suspeitos, supostamente uma nota suicida para a esposa e os filhos dele. “Não posso continuar vivendo como um fraco e humilhado… prefiro a morte à vida”, escreveu Abdennabi Kounjaa. “Tenho confiança de que vocês seguirão minhas palavras, meus atos e a jihad do Islã. E de que os tiranos do ocidente se tornarão seus inimigos.” Kounjaa morreu ao lado de seis outros suspeitos. Eles detonaram explosivos em si mesmos, quando se viram cercados em uma batida policial em um subúrbio madrilenho, em 3 de abril. Alguns relatos indicam que a célula operacional foi praticamente destruída na explosão e que os principais elementos estariam mortos ou detidos. O suposto cabeça da organização, um tunisiano chamado Serhane Ben Abdelmajid Fakhet, morreu na explosão. Foragidos Em novembro, um dos poucos suspeitos espanhóis, um jovem de 16 anos apelidado de “ciganinho”, foi sentenciado a seis anos em uma instituição para menores infratores por ter transportado o material do norte do país até Madri. Em dezembro, o juiz Del Olmo decidiu que o líder de um grupo marroquino, supostamente ligado à Al Qaeda, também receberia 191 acusações de assassinato. O grupo, Combate Islâmico Marroquino, é ainda acusado de ser responsável por um ataque em Casablanca, ocorrido em maio de 2003. A agência de notícias Reuters afirma que agora a polícia vai investigar pessoas acusadas de ligações com a Al-Qaeda ou o Combate Islâmico Marroquino. Uma pessoa suspeita de ser um perito em explosivos, Rabei Osman Ahmed, foi extraditado da Itália em dezembro. Outro suspeito, Jamal Zougam, também foi acusado. Apesar do progresso no desmantelamento de células terroristas tanto na Espanha como em outras partes da Europa, especialistas em contra-terrorismo dizem que a ameaça de ataques parecidos ainda existe. Pelo menos cinco suspeitos dos atentados de Madri ainda permanecem foragidos. |
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