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Cinco bombas explodem em postos de Madri | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Cinco explosões atingiram nesta sexta-feira postos de gasolina na região de Madri. Pouco antes, o grupo separatista basco ETA havia anunciado que bombas tinham sido plantadas na capital espanhola. O Ministério do Interior espanhol afirmou ter tido tempo de evacuar todos os locais onde o ETA teria indicado que as bombas estavam. O aviso foi feito por meio de um homem que, dizendo falar pelo ETA, telefonou ao jornal basco Gara. A potência das bombas não era grande, segundo informações da polícia. Feriado prolongado A correspondente da BBC em Madri, Katya Adler, informa que a primeira explosão ocorreu num posto de gasolina no centro de Madri e as outras quatro atingiram estabelecimentos em estradas que levam para fora da cidade. Há registro de apenas ferimentos leves em dois policiais. Os danos materiais também foram pequenos, mas o trânsito em Madri e nas saídas da cidade ficou caótico, com a formação de grandes filas. É feriado em Madri até terça-feira e, em circunstâncias normais, as estradas estariam cheias de pessoas viajando para as cidades vizinhas. Depois do alerta, no entanto, as estradas foram interditadas e a rádio espanhola passou a orientar as pessoas a não usá-las, a não ser em casos de extrema necessidade. O ETA não realizava grandes atentados desde maio de 2003 e acreditava-se que uma intensa repressão policial, com prisões de membros na França e na Espanha, havia enfraquecido o grupo. A trégua do grupo separatista basco era justamente atribuída a uma série de prisões e apreensões de armas realizadas nestas operações e era interpretada como uma possível tentativa do grupo de se distanciar dos atentados de Madri em março, que deixaram 190 mortos. Após especulação inicial apontando para o ETA, os atentados de março acabaram sendo atribuídos a grupos militantes islâmicos. O "retorno do ETA" é visto como uma mensagem do grupo de que a luta armada pela independência do País Basco não acabou. |
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