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Atualizado às: 11 de março, 2005 - 03h36 GMT (00h36 Brasília)
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Annan critica violação de direitos no combate a terror
O secretário-geral da ONU, Kofi Annan
Annan participa da Cúpula Internacional sobre Democracia, Terrorismo e Segurança, em Madri
O secretário-geral da ONU, Kofi Annan, criticou os países que, segundo ele, violam direitos humanos em sua luta contra o terrorismo.

Na Cúpula Internacional sobre Democracia, Terrorismo e Segurança, em Madri, Annan não citou nominalmente nenhum país, mas disse que Estados que sacrificam direitos humanos e as leis para combater o terrorismo estavam dando vitória aos terroristas.

Ele apoiou fortemente os pedidos para que a ONU tenha um encarregado especial para avaliar se determinadas medidas antiterrorismo são compatíveis com a lei internacional.

Seus comentários integraram uma proposta de cinco pontos para uma estratégia global contra o terrorismo, descrito por ele como a maior ameaça que o mundo enfrenta neste século.

As afirmações de Annan foram feitas nesta quinta-feira, véspera do primeiro aniversário dos ataques a trens em Madri, que mataram 191 pessoas.

Impasse

Na Grã-Bretanha, as duas casas do Parlamento continuam num impasse sobre um projeto-de-lei antiterrorismo.

O governo apresentou a legislação em fevereiro, depois que outras leis apresentadas previamente - sob as quais estrangeiros suspeitos de terrorismo poderiam ser detidos indefinidamente sem julgamento - foram consideradas ilegais.

Nesta quinta-feira, a Câmara Superior do Parlamento votou pela segunda vez pelo enfraquecimento da nova lei - que permite que os suspeitos sejam detidos em prisão domiciliar.

A Câmara dos Comuns rejeitou as emendas da Câmara Superior, e o projeto-de-lei terá que ser examinado novamente.

O governo tem até esta segunda-feira para garantir a aprovação do projeto-de-lei, antes que a atual legislação antiterrorismo britânica expire.

Um suspeito detido sob essa lei desde 2001 - um argelino conhecido apenas como A - foi libertado sob fiança nesta quinta-feira. Ele terá que usar um bracelete eletrônico que permitirá a sua localização.

A Comissão Especial de Apelo de Imigração disse que outros oito suspeitos devem ser libertados em breve, apesar dos alertas do chefe da polícia de Londres, que afirmou que eles representam uma ameaça grave à segurança nacional.

Um outro suspeito, conhecido como G, está em prisão domiciliar e deve ter sua situação relaxada.

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