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Atualizado às: 11 de março, 2005 - 13h21 GMT (10h21 Brasília)
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Madri faz 5 minutos de silêncio por vítimas de atentado
Trem em Madri destruído pelas bombas de 11 de março
Os ataques chocaram profundamente a Espanha
A Espanha marcou, nesta sexta-feira, o primeiro aniversário dos ataques a bomba que deixaram 191 pessoas mortas e mais de 1,8 mil feridos em Madri com cinco minutos de silêncio.

O silêncio foi observado ao meio-dia (8h em Brasília), antes da inauguração do Parque dos Ausentes, em Madri, pelo rei Juan Calos. Foram plantadas 192 árvores, por cada vítima e por um policial morto poucos dias depois dos atentados em busca dos suspeitos.

Os sinos das 650 igrejas de Madri bateram por cinco minutos a partir das 7h37 (hora local, 3h37 em Brasília), a mesma hora em que a primeira da série de explosões aconteceu há um ano, em um trem de subúrbio.

Alguns sobreviventes boicotaram os eventos, reclamando de manipulação política.

Tristeza

O fim dos cinco minutos de silêncio foi marcado pela apresentação da música DeCant dells ocells (Canção dos Pássaros), de Pablo Casals, no Parque dos Ausentes.

Presentes na cerimônia, entre outros, o rei Juan Carlos, o primeiro-ministro José Luis Rodrigues Zapatero, o rei Mohamed 6º, do Marrocos, e o secretário-geral da ONU, Kofi Annan.

Em todo a cidade, trens fizeram paradas não previstas e as pessoas pararam nas ruas.

Nas estações de trem que onde foram feitos os ataques, as pessoas choravam.

"Quem me devolverá a vontade de viver que morreu há um ano", diz uma carta fixada na parede por Susana, uma mulher que disse ter sido ferida nas explosões da estação de El Pozo, onde houve o maior número de vítimas dos quatro ataques.

Esse não está sendo um dia de discursos políticos, segundo a correspondente da BBC em Madri, Katya Adler.

Os sobreviventes e as famílias dos que morreram apelaram por um dia silencioso de tristeza.

A Associação das Vítimas das Explosões de Madri diz que decidiu boicotar os eventos.

Segundo seus integrantes, a dor deles foi usada como uma bola de futebol político, na medida em que os principais partidos políticos da Espanha continuam a discutir quem pode ter manipulado os eventos em torno das explosões para tentar ganhar as eleições.

Acusações

A explosão do ano passado aconteceu três dias antes das eleições, nas quais os socialistas tiraram do poder o Partido Popular (PP), de direita, do então primeiro-ministro espanhol, José Maria Aznar.

O governo inicialmente culpou o grupo separatista basco ETA pelos ataques, um erro que, se acredita, contribuiu para a inesperada derrota do PP.

O Partido Popular ainda está convencido de que ainda poderia haver novas pistas indicando o ETA e isso levou a desentendimentos rancorosos com o governo socialista.

Uma célula marroquina com ligações ao grupo Al-Qaeda reivindicou a autoria dos ataques e a maioria dos que foram presos são cidadãos marroquinos.

Investigadores espanhóis dizem ter esclarecido aspectos chaves dos ataques em um inquérito que envolveu seis países.

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