|
Itália realiza funeral de Estado para agente morto no Iraque | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O primeiro-ministro Silvio Berlusconi e o presidente da Itália, Carlo Azeglio Ciampi, estão participando do funeral do agente secreto italiano que foi morto por forças americanas no Iraque. Nicola Calipari foi assassinado por soldados dos Estados Unidos quando conduzia ao aeroporto a jornalista italiana Giuliana Sgrena, que havia sido libertada pelos seqüestradores. A cerimônia começou às 11h (horário local, 7h de Brasília) na igreja de Santa Maria Degli Angeli. No domingo, cerca de 10 mil pessoas foram às ruas da capital italiana para saudar com bandeiras a passagem do caixão em cortejo fúnebre. Herói Calipari foi morto na sexta-feira, quando o carro em que viajava com a jornalista a caminho do aeroporto de Bagdá foi atingido por tiros disparados por soldados americanos. Médicos legistas afirmaram que ele foi baleado em uma das têmporas e morreu na hora. Segundo Sgrena, o agente se debruçou sobre ela para protegê-la dos tiros e "imediatamente caiu morto". Ela foi ferida no ombro. Calipari, que tinha anos de experiência em negociações em seqüestros e em serviços de inteligência, agora ganhou status de herói nacional na Itália. Foi ele quem ajudou a libertar duas agentes humanitárias também seqüestradas no Iraque, no ano passado. A jornalista italiana, que passou um mês no cativeiro, sugeriu, no domingo, que soldados americanos podem ter tentado matá-la de propósito. Em entrevista à BBC, Sgrena disse que os homens encarregados da fazer a segurança do aeroporto de Bagdá podem não ter sido informados da sua chegada, mas que os atos deles não podem ser perdoados. O Exército americano alega que as tropas dispararam porque o carro não parou em um posto de controle, mas já abriu uma investigação do incidente. |
| |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||