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Corpo de agente italiano morto pelos EUA chega a Roma | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O corpo do agente do serviço secreto italiano Nicola Calipari, morto por tropas americanas no Iraque momentos depois de resgatar a jornalista Giuliana Sgrena, chegou a Roma na madrugada deste domingo. Calipari, de 51 anos, morreu ao tentar proteger a jornalista fr tiros disparados contra o carro em que viajavam, com destino ao aeroporto de Bagdá. Ele liderou as negociações para a libertação de Sgrena, seqüestrada em 4 de fevereiro. O caixão, envolto na bandeira da Itália, foi recebido pelo primeiro-ministro italiano Silvio Berlusconi e o presidente Carlo Azeglio Ciampi. O caixão foi abençoado antes de ser levado em um ataúde. O corpo de Calipari será velado em um monumento no centro de Roma, antes do funeral, na segunda-feira. Incertezas Ainda não se sabe ao certo por que o carro em que estavam a jornalista, Calipari e outros dois agentes foi atingido. O Exército dos Estados Unidos diz que o veículo acelerou ao passar por um posto de controle e, após terem dado vários sinais de alerta, seus soldados começaram a disparar tiros. Em uma entrevista à rádio italiana RAI, no sábado, Sgrena negou a alegação do Exército americano. "Não estávamos a uma velocidade maior do que a situação exigia", afirmou. A jornalista foi ferida no ombro. Segundo Sgrena, o agente se debruçou sobre ela no momento dos disparos. "Provavelmente estava tentando me proteger. Então ele caiu e eu percebi que estava morto." O correspondente da BBC em Roma, David Willey, disse que Calipari está sendo tratado como herói – ele recebeu a mais alta honraria italiana por sua bravura, e uma rua da capital será batizada com o seu nome. Segundo Willey, apesar de os Estados Unidos terem prometido uma investigação completa do caso, e de o presidente americano, George W. Bush, ter lamentado o incidente, o assunto ameaça ter desdobramentos políticos na Itália. Boa parte da população foi contrária à guerra no Iraque e à decisão do governo italiano de enviar 3 mil soldados ao país. |
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