|
Canadá rejeita sistema de defesa antimísseis dos EUA | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O primeiro-ministro do Canadá, Paul Martin, afirmou que seu país não vai se juntar aos Estados Unidos num sistema de defesa antimísseis. Segundo ele, o Canadá continua um aliado dos Estados Unidos, apesar de ter decidido não participar do sistema antibalístico. "Nós respeitamos o direito de os Estados Unidos se defenderem", disse Martin. "Vamos continuar a trabalhar em parceria com nosso vizinho na defesa comum da América do Norte e na segurança do continente. Mas a defesa contra mísseis balísticos não é onde vamos concentrar nossos esforços", afirmou. Apoio A decisão, que já era esperada, deve ter apoio popular. Pesquisas indicam que a maioria dos canadenses se opõe ao plano americano. O correspondente da BBC afirma que a notícia pode esfriar a relação entre os dois países. O Canadá foi um crítico da invasão americana ao Iraque em 2003. Teste Os Estados Unidos informaram que testaram com sucesso um interceptor de mísseis no Pacífico na quinta-feira. Os americanos disseram que a tecnologia funcionou em cinco de seis tentativas de derrubar um míssil. Anteriormente, o primeiro-ministro do Canadá tinha apoiado a participação no programa, e o país tinha começado negociações formais para uma possível colaboração. Mas fazendo parte de um governo que não tem a maioria e enfrentando oposição ao plano dentro de seu próprio partido, o premiê estava sob intensa pressão doméstica para escapar dos avanços dos Estados Unidos. Em Washington, uma autoridade do Departamento de Estado reagiu à notícia dizendo: "Certamente esperamos que apesar dessa decisão nós ainda seremos capazes de continuar nossa cooperação em questões bilaterais, incluindo defesa". Na terça-feira, o novo embaixador do Canadá nos Estados Unidos causou polêmica ao dizer que um pacto de defesa que os dois vizinhos assinaram no ano passado significava que o Canadá já era parte efetiva do sistema de defesa. O Canadá concordou em agosto em permitir que o comando conjunto de defesa aérea dos dois países compartilhasse informações com o programa de defesa antimísseis. |
| |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||