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Mortes em avalanches na Caxemira sobem para 229 | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Pelo menos 229 pessoas morreram em consequência da nevasca que atingiu a Caxemira indiana nos últimos dias. O ministro da Defesa do país, Pranab Mukherjee, disse à agência de notícias France Presse que o número de mortos pode aumentar ainda mais "porque muitos corpos ainda precisam ser resgatados". Centenas continuam desaparecidas no que o governo da Índia considera ser a pior tempestade de neve em 37 anos. Avalanches e deslizamentos de lama soterraram vilarejos inteiros e destruíram casas em várias áreas da região. O Exército indiano tem resgatado vítimas em vilarejos remotos, muitas das quais estão presas sob escombros há dias. Sem comunicação Várias partes da Caxemira, tanto do lado indiano como do paquistanês, estão sem comunicação com o mundo exterior, e aumentam os temores de que falte comida por lá. Soldados e pessoal médico indianos estão procurando por sobreviventes na região mais atingida – o distrito de Anantnag, ao sul de Srinagar, a capital de verão da parte indiana, onde vários vilarejos foram atingidos por 4,5 metros de neve. “Estas áreas são muito distantes e leva-se oito horas a pé sob neve pesada para chegar lá”, disse um policial à agência de notícias France Presse. Uma equipe de resgate militar chegou ao vilarejo de Viltengnar, onde mais de cem pessoas morreram em uma avalanche. Pelo menos três áreas na parte administrada pelo Paquistão também foram isoladas pelas nevascas. O correspondente da BBC em Muzaffarabad, Zulfikar Ali, afirma que entre 150 mil e 200 mil pessoas estão isolados naquele distrito, enquanto pesadas nevascas também foram observadas no distrito de Bagh. |
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