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Austrália vai enviar mais tropas ao Iraque | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O primeiro-ministro da Austrália, John Howard, anunciou que o país vai enviar mais 450 tropas ao Iraque. O contingente adicional vai cuidar da segurança de engenheiros japoneses trabalhando no sul do Iraque e ajudar na reconstrução do país, inclusive no treinamento de tropas iraquianas. Howard reconheceu que a decisão seria "impopular com muitos (australianos)", mas disse acreditar que o reforço contribuiria de forma "significativa" para os trabalhos da coalizão liderada pelos Estados Unidos no Iraque. "Eu acredito que esta seja a decisão certa. Vai fazer uma contribuição significativa para os esforços da coalizão. Vai fazer uma contribuição significativa para a reconstrução do Iraque." Pedido do Japão O primeiro-ministro australiano disse estar atendendo a um pedido do governo japonês e das tropas britânicas operando em Basra. "O elemento japonês é crucial porque o Japão é um importante parceiro regional da Austrália", afirmou Howard. Os novos soldados australianos devem substituir tropas holandesas, que devem retirar 1,4 mil soldados do sul do Iraque. A Austrália já tem cerca de 950 tropas baseadas na região do Iraque. Howard apoiou o presidente americano, George W. Bush, desde o início nos seus planos de atacar o Iraque, Cerca de duas mil tropas australianas participaram da invasão do Iraque liderada pelos Estados Unidos, provocando os maiores protestos antiguerra no país desde a Guerra do Vietnã. Novo governo O primeiro-ministro interino do Iraque, Iyad Allawi, anunciou nesta segunda-feira que vai concorrer ao cargo de forma defintiva. O anúncio surpreendeu observadores do processo de transição iraquiano porque a coalizão de Allawi ficou em terceiro lugar nas eleições do dia 30 e acreditava-se que a decisão ficaria entre Ibrahim al-Jaafari e Ahmad Chalabi. Jaafari e Chalabi fazem parte da Aliança Nacional Iraquiana, a coalizão xiita que recebeu o maior número de votos, conquistando 140 das 275 cadeiras da futura Assembléia Nacional. Nenhuma das duas coalizões xiitas tem a maioria de dois terços necessária para assegurar o cargo de primeiro-ministro, mas ambas podem se aliar ao bloco curdo, que conquistou 75 cadeiras. Um porta-voz do governo iraquiano, Thaer al-Naqib, disse à agência de notícias Reuters que a decisão pela candidatura de Allawi, um xiita secular, foi tomada depois que vários partidos disseram que apoiariam o primeiro-ministro interino. |
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