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Gabinete de Israel aprova retirada da Faixa de Gaza | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O gabinete do primeiro-ministro de Israel, Ariel Sharon, decidiu apoiar o plano de remoção de soldados e assentamentos da Faixa de Gaza. A remoção foi aprovada neste domingo por 17 votos a cinco. O plano de remoção de assentamentos começará em julho e já foi aprovado pelo Parlamento israelense, o Knesset. O gabinete também aprovou um novo traçado para a barreira que separa as áreas palestinas das áreas israelenses na Cisjordânia. Os palestinos temem perder território com o novo traçado. "Esse não será um dia fácil, nem um dia feliz", disse Sharon no começo da reunião de gabinete, acrescentando que a retirada dos assentamentos é necessária para o futuro de Israel. Com as decisões deste domingo, cerca de 8 mil assentados israelenses vão receber uma nota de aviso prévio de cinco meses. Os despejos legais devem começar em julho. Sharon disse que a retirada de Gaza vai ser coordenada entre o governo e os palestinos. "Acho que temos que dar essa chance à paz para a próxima geração. A chance é pequena, mas tem que ser dada", afirmou o ministro do Exterior, Silvan Shalom. "Este é um momento histórico que pode nos levar a um futuro melhor", completou. Já o novo traçado da barreira foi votado porque o primeiro foi considerado "desnecessariamente perturbador para a vida dos palestinos" pelo Supremo Tribunal isralense. Os limites impostos pela nova barreira serão mais próximos das fronteiras de Israel com a Cisjordânia do que os do plano original. Mesmo assim, ela deve incorporar de 6% a 8% do território palestino a Israel. Cerca de um terço da barreira já está construída. 'Melhores condições' Neste domingo, também foram reabertas as fronteiras entre a Faixa de Gaza e o Egito. Desde meados do ano passado, o governo de Israel vinha proibindo a entrada da maioria de palestinos com menos de 35 anos. Um porta-voz do ministério da Defesa israelense disse que a suspensão da proibição de entrada no país faz parte do pacote de medidas aprovado para facilitar as condições dos palestinos. Milhares de pessoas eram afetadas e se sentiam oprimidas com a proibição, segundo o correspondente da BBC em Gaza Alan Johnston. |
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