|
Leilão Kennedy arrecada cinco vezes o esperado | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O leilão de objetos que pertenceram à família do ex-presidente americano John Kennedy, assassinado em 1963, terminou em Nova York com o quíntuplo da arrecadação esperada, ou cerca de US$ 5,5 milhões (R$ 14 milhões). Algumas peças chegaram a ser negociadas ao equivalente a 70 vezes o seu valor inicialmente estimado. O objeto arrematado pelo maior valor foi uma escrivaninha de John Kennedy, vendida por US$ 452 mil (cerca de R$ 1, 16 milhão) e inicialmente estimada em US$ 7 mil. Segundo a agência de noticias France Presse, o móvel teria sido adquirido pela colecionadora britânica Iris Smith. O leilão, que durou três dias, foi organizado pela filha do ex-presidente, Caroline Kennedy. Os objetos foram vendidos pela Casa Sotheby's, de Nova York. Eles estavam nas cinco casas da família – em Hyannis Port, Martha's Vineyard, Nova Jersey, Nova York e Virgínia. Surpresa A lista incluía sobretudo objetos domésticos. A Sotheby´s afirma ter se surpreendido com o volume de lances apresentados. "Ficamos surpresos", disse à agência de notícias France Presse o vice-presidente da Sotheby´s, Chapin Carson. "Acredito que os americanos, e pessoas em todo o mundo, se lembram dos tempos em que os Kennedys estavam na Casa Branca como uma época de grande esperança e orgulho." Estimava-se antes do leilão que alguns dos artigos arrecadassem menos de US$ 100 cada um. Os preços, porém, dispararam com os lances dos colecionadores. Um breque de porta de ferro, estimado em US$ 70, foi vendido por US$ 4,8 mil. Um açucareiro começou com um lance de US$ 150 e terminou vendido por US$ 7,2 mil. O que faz com que mobília de jardim, livros, pratos e copos sejam interessantes o suficiente para serem oferecidos em leilão é sua associação à mística e ao glamour do que se tornou conhecido como Camelot - um período de otimismo na política americana. Caroline explicou a decisão de vender os objetos dizendo que, depois da morte do irmão, John Kennedy Jr., acabou ficando com mais casas e objetos do que uma pessoa pode usar. |
| |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||