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Atualizado às: 13 de fevereiro, 2005 - 20h25 GMT (18h25 Brasília)
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Bombardeio de Dresden faz 60 anos
Multidão com velas em frente à ópera Semper
O clima deste domingo foi predominantemente de reconciliação
A Alemanha está realizando vários eventos neste domingo para lembrar o sexagésimo aniversário do ataque a Dresden, considerado uma das operações militares mais polêmicas da Segunda Guerra Mundial.

O bombardeio, que durou 14 horas, arruinou a cidade de arquitetura barroca e matou pelo menos 35 mil pessoas.

Dresden foi atacada por aviões britânicos e americanos três meses antes de Alemanha declarar a derrota na guerra.

As cerimônias de aniversário neste domingo foram marcadas por um caráter reconciliador e contaram com os embaixadores da Grã-Bretanha, dos Estados Unidos, da Rússia e da França.

Porém, os eventos também foram utilizados por partidos de extrema direita para protestar contra o bombardeio, que, segundo eles, deveria ser considerado um crime de guerra.

Os grupos, liderados pelo Partido Nacional Democrata, o NPD, considerado neo-nazista, não conseguiram, no entanto, atrapalhar as cerimônias oficiais.

Mais cedo, em resposta às ameaças de protesto, o chanceler da Alemanha, Gerhard Schröder, avisou que não iria tolerar nenhuma tentativa dos grupos de "reescrever a História".

Dez mil velas

À noite, os eventos se concentraram na Igreja de Nossa Senhora, que foi quase que totalmente destruída no bombardeio, mas reconstruída recentemente.

Uma cruz feita de pregos medievais, resgatada do telhado da Catedral Coventry na Inglaterra - depois de ter sido bombardeada pelos alemães em 1940 - foi doada ao bispo de Dresden num gesto de reconciliação.

Cerca de dez mil velas foram acesas em homenagem às vítimas de várias cidades e vilarejos do mundo. Os sinos das igrejas de Dresden também iriam tocar na mesma hora em que as primeiras bombas caíram sobre a cidade.

Dresden bombing
O bombardeio destruiu vários monumentos de Dresden

Protestos

Os eventos deste domingo foram predominantemente realizados num clima de reconciliação e serviram como uma homenagem aos mortos no bombardeio.

Porém, outro tipo de clima foi gerado quando grupos neo-nazistas de extrema direita fizeram uma passeata pela cidade, carregando tochas de fogo, ao som de músicas de Richard Wagner, o compositor favorito de Adolf Hitler.

Outros cidadãos de Dresden resolveram protestar contra a manifestação e a polícia foi obrigada a separar os dois lado.

Gerhard Schröder criticou os protestos da exterma-direita. "Hoje nós estamos expressando o nosso pesar pelas vítimas da guerra e o reinado nazista de terror em Dresden, na Alemanha e na Europa", ele disse em Berlim.

Desde os bombardeios, iniciados em 13 de fevereiro de 1945, Dresden passou por um processo de reconstrução.

Alguns dos prédios históricos da cidade, que já foi chamada de a 'Florença do Norte', foram restaurados.

Mas várias construções localizadas no coração histórico de Dresden foram simplesmente substituídas por edifícios modernos.

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