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Extrema-direita ganha força em eleições alemãs | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Pesquisas de boca de urna indicam que a extrema-direita aumentou sua presença nos parlamentos de dois estados alemães. Em eleições realizadas neste domingo nos estados da Saxônia e Brandemburgo, dois partidos de extrema-direita, teriam superado a marca dos 5% dos votos necessária para garantir uma representação nas assembléias estaduais. As pesquisas dizem que na Saxônia, o Partido Nacional Democrata obteve 9% dos votos. Em Brandemburgo, a União do Povo Alemão teria obtido 6% dos votos. O Partido do Socialismo Democrático - o antigo partido comunista que mandava na Alemanha Oriental - também cresceu nessas eleições. Em Brandemburgo eles teriam obtido quase 30% dos votos. Perdas Já o Partido Social Democrata, do chanceler Gerhard Schroeder, a exemplo do que vinha acontecendo em eleições anteriores, registrou perdas. O correspondente da BBC em Berlim, Ray Furlong, disse que os resultados estão sendo vistos como expressão da frustração e raiva do eleitorado com cortes de benefícios sociais e com o alto índice de desemprego na região. Quinze anos depois da reunificação do país, os alemães orientais continuam recebendo salários, pensões e benefícios mais baixos do que seus conterrâneos no lado ocidental. Em cada cinco alemães na ex-Alemanha Oriental, um está sem emprego. Os resultados das pesquisas sugerem que, apesar de terem perdido cadeiras nos parlamentos dos dois estados, os dois maiores partidos alemães permanecem na frente. O Partido Social Democrata ganhou cerca de 33% dos votos em Brandemburgo, enquanto que o Partido Cristão Democrata teria levado 43% na Saxônia. Cerca de 6 milhões de pessoas estavam habilitadas para votar. |
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