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Atualizado às: 09 de fevereiro, 2005 - 11h30 GMT (09h30 Brasília)
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França vota flexibilização das horas de trabalho
Manifestação de trabalhadores na França
Trabalhadores protestaram contra os novos planos
Os parlamentares franceses votam nesta quarta-feira uma lei polêmica para tornar flexíveis as 35 horas que formam a semana de trabalho no país.

Propostas para permitir que empregados do setor privado façam mais horas extras voluntariamente contrariaram sindicatos e levaram a grandes manifestações nas ruas.

O governo de centro-direita do presidente Jacques Chirac culpa o atual sistema pela alta e duradoura taxa de 10% de desemprego, além dos altos custos trabalhistas.

Grupos de trabalhadores estão ameaçando fazer mais manifestações.

Protestos

Mais de 300 mil participaram de protestos no fim de semana, de acordo com números do Ministério do Interior francês.

Adversários das medidas dizem que elas matariam a semana de 35 horas - uma das reformas sociais-chave legadas pelos socialistas, que estavam no poder até 2002.

As mudanças podem fazer com que os funcionários trabalhem até 48 horas por semana, o limite europeu.

Líderes sindicalistas acusam o governo de estar obcecado com a flexibilidade. Eles foram incentivados por uma recente pesquisa mostrando que 69% dos franceses mostraram-se simpáticos à posição dos sindicatos.

Mas o poder dos sindicatos para convocar greves se os planos do governo forem adiante é limitado, segundo Dominique Barbet, economista-chefe do banco BNP Paribas.

"Apenas 8% dos trabalhadores franceses são membros de sindicatos. Eles não são fortes, mesmo que pareçam", disse.

"Isso vai significar o fim das horas de trabalho mais curtas", afirmou.

Parlamentares socialistas forçaram o adiamento da votação em um dia.

Mas o primeiro-ministro Jean-Pierre Raffarin diz que o governo não vai recuar.

A correspondente da BBC em Paris, Caroline Wyatt, afirma que o atual slogan de Raffarin, "trabalhe mais para ganhar mais", parece ter se tornado o grito de guerra numa batalha ideológica entre aqueles que querem proteger o modelo social francês e os reformistas.

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