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Franceses protestam contra aumento da jornada | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Milhares de pessoas foram às ruas em toda a França neste sábado para participar de protestos contra os planos do governo de acabar com a semana de 35 horas de trabalho. As maiores passeatas aconteceram em Paris, mas o movimento também foi forte em Rennes, Toulouse, Bordeaux, Lyon, Metz e Saint-Etienne. No mês passado, os sindicatos organizaram greves de três dias no setor público. A semana de trabalho de 35 horas foi instituída pelo governo anterior, socialista, do falecido presidente François Mitterrand. Horas extras Mas o atual governo, de centro-direita, culpa a jornada de trabalho reduzida pelo alto custo da mão de obra no país, além de tornar as empresas francesas menos competitivas e custar bilhões de euros ao Estado. Os protestos foram convocados após o anúncio de um projeto de lei, a ser votado no parlamento, que permitirá que empregados do setor privado possam optar por trabalhar mais. De acordo com a proposta, os franceses poderão aumentar as horas extras trabalhadas por ano de 180 para 220. Os líderes sindicais dizem que o projeto de lei é um retrocesso e temem que seja o primeiro passo para aumentar a jornada legal de trabalho no país. |
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