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Parlamento francês revê jornada de 35 horas semanais | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O Parlamento francês começa a discutir nesta terça-feira a proposta do governo de flexibilização da jornada semanal de 35 horas de trabalho. Se a reforma for aprovada, a jornada poderá ser ampliada por acordo coletivo entre sindicatos e empresas. O primeiro-ministro da França, Jean-Pierre Raffarin, diz que a medida é vital para manter a economia francesa competitiva e reduzir o desemprego, que chega a 10% da força de trabalho. No entanto, uma pesquisa de opinião recente mostrou que 75% dos trabalhadores franceses querem a manutenção da jornada de 35 horas semanais, que foi criada pelo último governo socialista. Apenas 18% disseram que queriam jornada mais longa. Sindicatos Os sindicatos temem que o projeto de lei seja o primeiro passo para abolir a jornada de 35 horas semanais e preparam grandes manifestações para este sábado. Algumas empresas na França dizem que os limites nas horas-extra e na jornada semanal reduzem a sua competitividade, embora os trabalhadores franceses sejam mais produtivos por hora do que os britânicos ou americanos. Mas o governo insiste que só quer oferecer mais flexibilidade a empresas e trabalhadores, permitindo que aqueles que querem trabalhar mais e ganhar mais possam fazer isso. Segundo a correspondente da BBC em Paris Caroline Wyatt, a teoria dos socialistas de que a jornada menor levaria à criação de milhões de novos empregos não se concretizou na prática. Alguns empregadores na França reclamam que os altos custos e a regras rígidas para admitir e demitir funcionários faz com que eles relutem em empregar novos trabalhadores e dizem que alguma mudança é vital para que a economia do país continue sendo competitiva. |
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