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Parlamento aprova fim da jornada de 35 horas na França | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A Câmara dos Deputados da França aprovou nesta quarta-feira um projeto do governo que acaba com a jornada de trabalho semanal máxima de 35 horas. Após 41 horas de debate, os parlamentares aprovaram a proposta por 370 votos a favor e 180 contra. De acordo com o projeto, sindicatos e empresas podem negociar jornadas semanais de até 48 horas, o limite europeu. O limite anual de horas extras também aumentaria de 180 atuais para 220. Para entra em vigor, o projeto de lei ainda precisa ser aprovado no Senado, onde deve ir a votação em março. Protestos O governo do presidente Jacques Chirac culpa o atual sistema pela alta e duradoura taxa de 10% de desemprego e pela elevação dos custos trabalhistas. Mais de 300 mil pessoas participaram de protestos contra o projeto de lei no fim de semana, de acordo com números do Ministério do Interior francês. Adversários das medidas dizem que elas acabariam com a semana de 35 horas - uma das reformas sociais-chave legadas pelos socialistas, que estavam no poder até 2002. Líderes sindicalistas acusam o governo de estar obcecado com a flexibilidade. Eles foram incentivados por uma recente pesquisa mostrando que 69% dos franceses mostraram-se simpáticos à posição dos sindicatos. Mas o poder dos sindicatos para convocar greves se os planos do governo forem adiante é limitado, segundo Dominique Barbet, economista-chefe do banco BNP Paribas. "Apenas 8% dos trabalhadores franceses são membros de sindicatos. Eles não são fortes, mesmo que pareçam", disse. A correspondente da BBC em Paris, Caroline Wyatt, afirma que o atual slogan de Raffarin, "trabalhe mais para ganhar mais", parece ter se tornado o grito de guerra numa batalha ideológica entre aqueles que querem proteger o modelo social francês e os reformistas. |
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