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Guarda diz que deu pílula usada por Göring para se matar | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Um ex-guarda americano que tinha acesso ao oficial nazista Hermann Göring afirmou ter repassado, sem saber do que se tratava, a pílula que o ex-chefe da Luftwaffe – a força aérea alemã – usou para se suicidar. Herbert Lee Stivers, que tinha 19 anos na época do julgamento de Göring, durante o tribunal de Nürenberg, em 1946, disse que foi seduzido por uma moça que ele encontrou na rua. Segundo Stivers, a mulher se mostrou impressionada com o trabalho dele como guarda no tribunal e acabou o apresentando a dois homens que lhe pediram que levasse bilhetes para Göring escondidos dentro de canetas-tinteiro. Na terceira remessa, segundo o americano, em vez de um bilhete foi enviada uma pílula. "Um dos homens me disse que se tratava de um medicamento e que, se ele funcionasse e Göring se sentisse melhor, lhe enviariam mais", afirmou o ex-guarda ao jornal americano Los Angeles Times. Sumiço Ele contou ainda que nunca mais viu a moça sedutora depois de fazer a entrega da pílula. "Acho que ela me usou", diz Stivers, acrescentando que jamais teria levado nada que ele achasse que poderia ser usado por alguém para escapar da forca. A maneira com que o líder nazista conseguiu escapar da sua execução – que havia sido marcada para o dia 15 de outubro de 1946 – vinha intrigando historiadores há anos. O oficial nazista deixou um bilhete de suicídio dizendo que havia guardado a pílula de veneno durante os 11 meses de julgamento no tribunal de Nürenberg. Uma investigação militar chegou a concluir que o alemão escondera a pílula no seu corpo ou na sua cela. Embora não existam provas para as alegações de Stivers, muitos historiadores devem ficar tentados a lhe dar crédito. "É suficientemente doida (a história de Stivers) para ser verdade. Ninguém pode saber o que aconteceu realmente a não ser a pessoa que o fez", disse Aaron Breitbart, pesquisador do Centro Simon Wiesenthal, em Los Angeles. Stivers, hoje com 78 anos, é um operário aposentado na Califórnia, e disse ter sido convencido por sua filha a divulgar a história como uma forma de lhe aliviar a consciência, depois de guardar o segredo por quase 60 anos. |
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