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Atualizado às: 08 de fevereiro, 2005 - 22h26 GMT (20h26 Brasília)
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Guarda diz que deu pílula usada por Göring para se matar
Hermann Goering (esq.)
Göring afirmou ter guardado a pílula durante todo o julgamento
Um ex-guarda americano que tinha acesso ao oficial nazista Hermann Göring afirmou ter repassado, sem saber do que se tratava, a pílula que o ex-chefe da Luftwaffe – a força aérea alemã – usou para se suicidar.

Herbert Lee Stivers, que tinha 19 anos na época do julgamento de Göring, durante o tribunal de Nürenberg, em 1946, disse que foi seduzido por uma moça que ele encontrou na rua.

Segundo Stivers, a mulher se mostrou impressionada com o trabalho dele como guarda no tribunal e acabou o apresentando a dois homens que lhe pediram que levasse bilhetes para Göring escondidos dentro de canetas-tinteiro.

Na terceira remessa, segundo o americano, em vez de um bilhete foi enviada uma pílula.

"Um dos homens me disse que se tratava de um medicamento e que, se ele funcionasse e Göring se sentisse melhor, lhe enviariam mais", afirmou o ex-guarda ao jornal americano Los Angeles Times.

Sumiço

Ele contou ainda que nunca mais viu a moça sedutora depois de fazer a entrega da pílula.

"Acho que ela me usou", diz Stivers, acrescentando que jamais teria levado nada que ele achasse que poderia ser usado por alguém para escapar da forca.

A maneira com que o líder nazista conseguiu escapar da sua execução – que havia sido marcada para o dia 15 de outubro de 1946 – vinha intrigando historiadores há anos.

O oficial nazista deixou um bilhete de suicídio dizendo que havia guardado a pílula de veneno durante os 11 meses de julgamento no tribunal de Nürenberg.

Uma investigação militar chegou a concluir que o alemão escondera a pílula no seu corpo ou na sua cela.

Embora não existam provas para as alegações de Stivers, muitos historiadores devem ficar tentados a lhe dar crédito.

"É suficientemente doida (a história de Stivers) para ser verdade. Ninguém pode saber o que aconteceu realmente a não ser a pessoa que o fez", disse Aaron Breitbart, pesquisador do Centro Simon Wiesenthal, em Los Angeles.

Stivers, hoje com 78 anos, é um operário aposentado na Califórnia, e disse ter sido convencido por sua filha a divulgar a história como uma forma de lhe aliviar a consciência, depois de guardar o segredo por quase 60 anos.

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