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Ciganos lembram massacre no campo de concentração de Auschwitz | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Líderes ciganos de todo o mundo começaram uma cerimônia no antigo campo de concentração de Auschwitz, na Polônia, para lembrar os 60 anos do massacre sofrido pela sua comunidade nas mãos dos nazistas. Espera-se que a cerimônia seja a maior até o momento para rememorar as vítimas ciganas do nazismo, que chegariam a 250 mil pessoas. No domingo, a Polônia foi palco de outra cerimônia para lembrar os dias da ocupação nazista. Um minuto de silêncio e foi declarado em memória do levante de Varsóvia, que comemorou 60 anos. Estima-se que 200 mil pessoas morreram durante a rebelião de 63 dias contra os nazistas, que em 1944 controlavam a capital polonesa. A cerimônia contou com a presença do chanceler alemão, Gerhard Schröder e incluiu a reconstrução de uma barricada utilizada pelos revoltosos. Extermínio Em Auschwitz, os representantes da comunidade cigana vão se reunir onde, em agosto de 1944, os nazistas mataram cerca de 3 mil pessoas da etnia de uma só vez.
Os ciganos, assim como os judeus, haviam sido selecionados por Adolf Hitler e seus comandados para serem alvo de uma política de extermínio sistemático. Uma tentativa anterior de exterminar os prisioneiros ciganos em Auschwitz havia fracassado devido à resistência encontrada pelas tropas nazistas. Em Varsóvia, no domingo, o minuto de silêncio foi respeitado exatamente às 17h (12h em Brasília), que foi a hora em que o levante teve início em 1944. A participação de Schröder na cerimônia foi vista como um gesto significativo, até porque as relações entre Alemanha e Polônia têm estado um tanto conturbadas ultimamente, devido a questões como a discordância em relação à guerra no Iraque. "Eu me sinto muito honrado de ter sido convidado para vir aqui", disse Schröder. "Foi um gesto muito nobre em direção a um país que causou muita dor à Polônia." Sem aliados Durante os mais de dois meses de rebelião, os moradores da capital polonesa não receberam praticamente nenhuma ajuda dos Estados Unidos, Grã-Bretanha e União Soviética, países que eram aliados dos poloneses na luta contra o nazismo. As tropas soviéticas estavam nas proximidades da cidade, mas Joseph Stalin não queria que o levante gerasse os fundamentos para uma Polônia independente no pós-guerra. Críticos dos aliados dizem que americanos e britânicos também poderiam ter prestado auxílio aos habitantes da capital polonesa, especialmente os últimos, que teriam estado em condições de transportar com aviões soldados poloneses. O primeiro-ministro da Polônia, Marek Belka, cujo pai tomou parte no levante, disse que um sinal de reconhecimento da falta de ação dos aliados seria bem-visto na Polônia. Mas o secretário de Estado americano, Colin Powell, que também foi a Varsóvia, negou que os poloneses tenham sido "traídos" por seus aliados. "Não acho que 'traição' seja a palavra correta neste caso", disse Powell. "Havia dificuldades para chegar à Polônia." "Mas o importante é que os Estados Unidos e a Polônia estão unidos. A Polônia jamais estará sozinha novamente." |
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