BBCBrasil.com
70 anos 1938-2008
Español
Português para a África
Árabe
Chinês
Russo
Inglês
Outras línguas
Atualizado às: 02 de agosto, 2004 - 06h49 GMT (03h49 Brasília)
Envie por e-mailVersão para impressão
Ciganos lembram massacre no campo de concentração de Auschwitz
Schröder em memorial às vítimas do levante
Presença de Schröder foi vista como um gesto importante
Líderes ciganos de todo o mundo começaram uma cerimônia no antigo campo de concentração de Auschwitz, na Polônia, para lembrar os 60 anos do massacre sofrido pela sua comunidade nas mãos dos nazistas.

Espera-se que a cerimônia seja a maior até o momento para rememorar as vítimas ciganas do nazismo, que chegariam a 250 mil pessoas.

No domingo, a Polônia foi palco de outra cerimônia para lembrar os dias da ocupação nazista. Um minuto de silêncio e foi declarado em memória do levante de Varsóvia, que comemorou 60 anos.

Estima-se que 200 mil pessoas morreram durante a rebelião de 63 dias contra os nazistas, que em 1944 controlavam a capital polonesa. A cerimônia contou com a presença do chanceler alemão, Gerhard Schröder e incluiu a reconstrução de uma barricada utilizada pelos revoltosos.

Extermínio

Em Auschwitz, os representantes da comunidade cigana vão se reunir onde, em agosto de 1944, os nazistas mataram cerca de 3 mil pessoas da etnia de uma só vez.

Levante de Varsóvia
Levante durou 63 dias e terminou com 200 mil mortos

Os ciganos, assim como os judeus, haviam sido selecionados por Adolf Hitler e seus comandados para serem alvo de uma política de extermínio sistemático.

Uma tentativa anterior de exterminar os prisioneiros ciganos em Auschwitz havia fracassado devido à resistência encontrada pelas tropas nazistas.

Em Varsóvia, no domingo, o minuto de silêncio foi respeitado exatamente às 17h (12h em Brasília), que foi a hora em que o levante teve início em 1944.

A participação de Schröder na cerimônia foi vista como um gesto significativo, até porque as relações entre Alemanha e Polônia têm estado um tanto conturbadas ultimamente, devido a questões como a discordância em relação à guerra no Iraque.

"Eu me sinto muito honrado de ter sido convidado para vir aqui", disse Schröder. "Foi um gesto muito nobre em direção a um país que causou muita dor à Polônia."

Sem aliados

Durante os mais de dois meses de rebelião, os moradores da capital polonesa não receberam praticamente nenhuma ajuda dos Estados Unidos, Grã-Bretanha e União Soviética, países que eram aliados dos poloneses na luta contra o nazismo.

As tropas soviéticas estavam nas proximidades da cidade, mas Joseph Stalin não queria que o levante gerasse os fundamentos para uma Polônia independente no pós-guerra.

Críticos dos aliados dizem que americanos e britânicos também poderiam ter prestado auxílio aos habitantes da capital polonesa, especialmente os últimos, que teriam estado em condições de transportar com aviões soldados poloneses.

O primeiro-ministro da Polônia, Marek Belka, cujo pai tomou parte no levante, disse que um sinal de reconhecimento da falta de ação dos aliados seria bem-visto na Polônia.

Mas o secretário de Estado americano, Colin Powell, que também foi a Varsóvia, negou que os poloneses tenham sido "traídos" por seus aliados.

"Não acho que 'traição' seja a palavra correta neste caso", disse Powell. "Havia dificuldades para chegar à Polônia."

"Mas o importante é que os Estados Unidos e a Polônia estão unidos. A Polônia jamais estará sozinha novamente."

NOTÍCIAS RELACIONADAS
ÚLTIMAS NOTÍCIAS
Envie por e-mailVersão para impressão
Tempo|Sobre a BBC|Expediente|Newsletter
BBC Copyright Logo^^ Início da página
Primeira Página|Ciência & Saúde|Cultura & Entretenimento|Vídeo & Áudio|Fotos|Especial|Interatividade|Aprenda inglês
BBC News >> | BBC Sport >> | BBC Weather >> | BBC World Service >> | BBC Languages >>
Ajuda|Fale com a gente|Notícias em 32 línguas|Privacidade