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Suíça perdoa quem ajudou fugitivos no nazismo 60 anos depois
Quase 60 anos depois do fim da Segunda Guerra Mundial, a Suíça adotou uma nova lei perdoando os cidadãos suíços que ajudaram os refugiados a escapar dos nazistas. Neutra durante o conflito, a Suíça aceitou muitos refugiados, mas recusou a entrada de um grande número de judeus, aparentemente por medo de ofender os alemães. Se fossem descobertos, os cidadãos que ajudassem os refugiados poderiam ser multados, perder o emprego e até ser presos. Em 1942, um jovem suíço, Jacob Spirig, ajudou quatro senhoras judias a atravessar a fronteira da Alemanha com a Suíça. Ele foi pego pelas autoridades suíças, e as mulheres foram mandadas de volta a campos de concentração, onde duas delas acabaram morrendo. Punição Jacob Spirig foi julgado por um tribunal suíço e mandado para a prisão. Apesar de a Suíça ter aceito cerca de 300 mil refugiados europeus durante a guerra, historiadores estimam que pelo menos 24 mil, a maioria judeus fugindo da Alemanha, foram mandados embora. Mas nem todo mundo apoiou a política oficial de rejeitar refugiados judeus. Muitos fazendeiros suíços que viviam na fronteira, e até policiais e guardas, tiveram pena e ajudaram os refugiados a permanecer no país e encontrar um esconderijo. Por conta disso, centenas de pessoas foram julgadas. Muitos vêem a lei que entra em vigor como o capítulo final da análise sobre o papel da Suíça na Segunda Guerra Mundial. Em 1995, o governo suíço se desculpou oficialmente pelo tratamento dado aos refugiados na época da guerra. Mas alguns argumentam que a lei do perdão, que não prevê nenhuma espécie de compensação, é muito pouco e vem muito tarde. Jacob Spirig, como a maioria dos que ajudaram refugiados, morreu sem receber o perdão. |
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