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Vítima do nazismo processará Áustria por obras de arte | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A Suprema Corte dos Estados Unidos decidiu que o Museu Nacional da Áustria e o governo austríaco podem ser processados por uma mulher que está tentando recuperar obras de arte supostamente roubadas. Maria Altmann, moradora da Califórnia, diz que as obras, do impressionista Gustav Klimt, foram tomadas de sua família pelos nazistas. Altmann, que fugiu da Áustria após a invasão nazista, abriu um processo nos Estados Unidos há quatro anos. Ela afirma que os seis quadros, expostos na Galeria Austríaca e avaliados em US$ 150 milhões, foram tomados de seu tio. O veredicto permite que Altmann, de 88 anos, leve o caso adiante. Alguns membros da Suprema Corte, no entanto, discordaram da decisão, dizendo que ela gera muita incerteza nas relações entre os Estados Unidos e outros países. A votação foi dividida, com seis votos a favor de Altmann e três contra. Os nazistas se apoderaram dos bens da abastada família judia de Altmann assim que assumiram o poder na Áustria, em 1938. Entre os seis quadros reivindicados por ela está um retrato de sua tia, Adele Bloch-Bauer. As autoridades austríacas dizem que são proprietárias legítimas das obras porque Adele Bloch-Bauer teria doado os quadros à galeria antes de morrer, em 1925. O governo Bush quer que questões relativas à Segunda Guerra sejam resolvidas por meios diplomáticos e não nos tribunais. Mas a decisão foi elogiada por líderes judeus, que esperam ser capazes de resolver casos desse tipo enquanto algumas das pessoas afetadas diretamente ainda estão vivas. |
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