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Hitler 'sonegou impostos' durante sua ascenção ao poder | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O líder nazista Adolf Hitler passou anos sonegando impostos e acumulando dívidas enormes durante sua ascenção ao poder, de acordo com um tributarista alemão. Hitler devia às autoridades 405,5 mil marcos alemães (o equivalente a R$ 21,8 milhões em dinheiro atual) em 1934, quando, como chanceler alemão, teve suas dívidas perdoadas. E o funcionário que aprovou sua anistia recebeu uma recompensa de 2 mil marcos por mês, livre de impostos. Klaus-Dieter Dubon, um escrivão aposentado, encontrou os documentos que revelam a situação tributária de Hitler na época nos arquivos do Estado da Bavária. Meio e fim “Ele estava constantemente desafiando as regras do departamento tributário”, disse Dubon à agência de notícias Reuters. As autoridades perguntaram, por exemplo, como Hitler havia conseguido obter o dinheiro usado para comprar uma Mercedes de luxo enquanto estava na prisão, após sua tentativa de golpe frustrada em 1923. Oo futuro chanceler disse que tinha conseguido um empréstimo bancário e que o veículo era apenas “um meio para um fim”. Segundo o jornal Bild, após sair da prisão, Hitler declarou às autoridades tributárias que possuía apenas uma mesa e duas estantes. Dubon disse que Hitler declarou em 1933 ter ganhado 1,2 milhão de marcos com as vendas de seu livro Minha Luta - “uma enorme quantia, considerando que professores ganhavam salários de 4,8 mil salários por ano”. Mas ele não pagou impostos sobre 600 mil marcos deste total, de acordo com Dubon. Em 1945, o livro havia rendido 7,6 milhões de marcos a Hitler, que não pagou nada de imposto sobre o recebido. Em sua longa correspondência com as autoridades tributárias, o líder nazista com freqüência pede para poder pagar em prestações. Mas, uma vez que assumiu o comando do governo alemão, seus problemas acabaram, pois Hitler foi declarado livre de obrigações com o fisco. “É tudo muito ridículo, mas em uma ditadura tudo o que o ditador faz está correto”, diz Dubon. |
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