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Atualizado às: 03 de fevereiro, 2005 - 16h48 GMT (14h48 Brasília)
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Irã e Síria rejeitam acusação de Bush sobre terrorismo
O presidente americano, George W. Bush
Bush foi muito aplaudido a maior parte do tempo
Os governos do Irã e da Síria rejeitaram nesta quinta-feira as afirmações do presidente americano, George W. Bush, de que esses países patrocinam terrorismo, feitas em seu discurso sobre o Estado da União, realizado na noite de quarta-feira.

Segundo o porta-voz do ministério do Exterior iraniano, Hamid-Reza Asefi, as afirmações de Bush são uma repetição de acusações anteriores e não se baseiam em fatos.

Já o ministro da Informação da Síria – também citada por Bush em seu discurso –, Mahdi Dakhlallah, disse que Bush estava fazendo as mesmas ameaças que já fizera anteriormente e que o presidente americano tinha uma definição “excessivamente seletiva de terrorismo”.

O presidente americano disse que o "Irã permanece o principal patrocinador do terrorismo, buscando armas nucleares e privando a sua população da liberdade que eles buscam e merecem".

Bush também acusou a Síria de permitir que "o seu território, e partes do Líbano, seja usado por terroristas que buscam destruir toda chance de paz na região".

Discurso

No discurso de 53 minutos, Bush foi muito aplaudido a maior parte do tempo, mas também enfrentou momentos de desaprovação às suas políticas não apenas de democratas, mas também de deputados e senadores do seu próprio partido.

Bush disse que o governo americano está trabalhando com os europeus para convencer o regime iraniano a interromper seu programa nuclear e abandonar "o apoio ao terror", ao mesmo tempo em que mandou uma mensagem à oposição ao governo iraniano que, segundo Bush, vem crescendo nos últimos anos.

“Os Estados Unidos estão ao seu lado na sua luta pela liberdade", afirmou o presidente.

Bush usou um tom mais suave, mas também cobrou reformas de dois aliados no Oriente Médio: Arábia Saudita e Egito.

“O governo da Arábia Saudita pode demonstrar sua liderança ao ampliar o papel do povo em determinar seu futuro. E a grande e orgulhosa nação do Egito, que mostrou ao mundo o caminho da paz no Oriente Médio, agora pode mostrar o caminho em direção à democracia no Oriente Médio”, disse o presidente.

Sobre a Coréia do Norte, outro país sempre citado como fonte de preocupação em relação a seu programa nuclear, Bush disse que estava trabalhando junto com outros governos na Ásia, “para convencer a Coréia do Norte a abandonar suas ambições nucleares”.

Analistas se mostraram surpresos com o tom usado pelo presidente ao se referir ao Irã e à Síria. O jornal The New York Times disse que Bush apresentou uma “ousada agenda doméstica e externa.”

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