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Chávez acusa EUA de seqüestro de guerrilheiro | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, acusou o governo americano de ter planejado o seqüestro de Rodrigo Granda, dirigente das Farc, o maior grupo guerrilheiro da Colômbia, em dezembro. O seqüestro de Granda, que foi detido em Caracas e levado para a Colômbia, onde se encontra preso, foi o pivô da atual crise que resultou no congelamento das relações entre os governos da Venezuela e da Colômbia. Falando em Caracas para milhares de venezuelanos que participaram de uma manifestação em protesto contra a Colômbia neste domingo, Chávez disse que os EUA foram os responsáveis pelo seqüestro, ao pressionarem a Colômbia para isolar a Venezuela. "Essa provocação veio de Washington, é a última tentativa dos imperialistas...de arruinar nossas relações com a Colômbia", disse ele. Chávez também criticou a nova (ainda não empossada) secretária de Estado americana, Condoleeza Rice, que na semana passada acusou a Venezuela de interferir em assuntos de países vizinhos. "Esse assunto não me tira o sono. Todo o mundo sabe que a Venezuela tem razão, menos ela e seu governo", disse Chávez. O presidente venezuelano reiterou que as relações com a Colômbia só irão melhorar quando o governo colombiano pedir desculpas por terem pago terceiros pela captura de Granda em território venezuelano. A Venezuela retirou seu embaixador de Bogotá e suspendeu os laços econômicos com o país vizinho.
Milhares de venezuelanos marcharam pelas ruas de Caracas neste domingo, para apoiar Chávez e marcar os 47 anos de democracia no país. A oposição também realizou uma marcha, bem menor, para protestar contra o que consideram um governo cada vez mais autoritário e que constitue um perigo para a democracia. Na marcha pró-Chávez, os manifestantes levavam cartazes que diziam "Bush: Venezuela não é o Iraque!", e "Colômbia, fique fora da Venezuela". A Colômbia tem defendido a operação que resultou na prisão de Granda, mas nega que forças colombianas tiveram envolvimento na sua captura na Venezuela. Na semana, a ministra das Relações Exteriores da Colômbia, Carolina Barco, entregou um documento ao governo venezuelano com uma lista de sete supostos rebeldes das Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) que, segundo o governo colombiano, estariam na Venezuela. No sábado, o representante do presidente Luis Inácio Lula da Silva, Marco Aurélio Garcia, chegou à Venezuela para tentar mediar a crise. |
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