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ONU traça plano de ação contra desastres naturais | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Uma conferência convocada pela Organização das Nações Unidas (ONU) adotou um plano de ação para diminuir o número de mortos e feridos e os prejuízos causados por desastres naturais, como o tsunami que atingiu o sudeste da Ásia. Delegados de todo o mundo, reunidos em Kobe, no Japão, chegaram a um acordo sobre a necessidade de se construir sistemas de alarme e tornar prioridade a preparação para desastres. Mas o fórum de cinco dias terminou sem que fossem estabelecidos alvos específicos ou prazos para a implantação do plano. O terremoto de dezembro na costa da Indonésia e o conseqüente tsunami mataram mais de 220 mil pessoas. Alerta Depois da maratona de reuniões, os delegados chegaram a um acordo sobre o texto de uma declaração, aprovada no fim da conferência, neste sábado. "É vital dar alta prioridade à redução do risco de desastre na política nacional, consistente com os recursos disponíveis", diz a declaração. O fórum também chegou a um acordo para pôr a ONU a cargo da construção de um sistema de alerta de tsunamis no Oceano Índico, com começo de funcionamento previsto para 18 meses. O plano convoca os países a dividir informações sobre previsão do tempo passadas por satélite, fazer mapas de riscos e trabalhar sobre estratégias de resposta a desastres nos próximos dez anos. Mas o chefe de socorro da ONU, Jan Egeland, reconheceu que o documento final da conferência é simbólico. "As decisões dessa conferência não são obrigatórias, mas possuem um forte compromisso moral de Estados e organizações", afirmou. O encontro em Kobe estava planejado para coincidir com o décimo aniversário do terremoto que atingiu a cidade. Mas ganhou nova dimensão depois do tsunami de 26 de dezembro. |
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