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Annan diz que é preciso 'tirar lição' de tsunami | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O secretário-geral da Organização das Nações Unidas, Kofi Annan, disse que não é suficiente apenas consertar os estragos causados por desastres naturais como o maremoto que atingiu a Ásia – é preciso tirar lições para evitar que novas catástrofes aconteçam. “Não é suficiente juntar os pedaços”, disse Annan, em depoimento pré-gravado transmitido em uma conferência sobre o assunto que está sendo realizado na cidade Kobe, no Japão. “Devemos tirar cada lição que pudermos para evitar catástrofes deste tipo no futuro.” A conferência está sendo realizada dez anos depois que a própria Kobe foi devastada por um terremoto que matou 6,4 mil pessoas. Alerta O objetivo do evento é discutir formar de minimizar os efeitos de desastres naturais. Os delegados estão discutindo a elaboração de um plano para dar alguma proteção contra desastres naturais para todos os países em um período de dez anos. A conferência havia sido marcada antes da ocorrência do maremoto, que matou mais de 160 mil pessoas em 12 países banhados pelo Oceano Índico. As discussões entre os 3 mil delegados presentes agora devem priorizar o tsunami, especialmente no estabelecimento de um sistema para avisar sobre a ocorrência deste tipo de fenômeno na região do Oceano Índico, similar ao que existe no Pacífico. Especialistas dizem que uma quantidade incontável de vidas poderia ter sido salva se tal sistema já existisse. Investimento O chefe de assuntos humanitários da ONU, Jan Egeland, cobrou que mais investimentos sejam feitos para proteger as comunidades expostas a desastres naturais. “A redução do risco de desastres não é um gasto adicional”, disse Egeland em discurso na abertura da conferência, que vai durar cinco dias. “É um investimento essencial em nosso futuro em comum”, disse ele. “Os benefícios destes investimentos não devem ser calculados apenas em dólares, euros ou ienes, mas, o que é mais importante, em vidas humanas salvas em qualquer lugar do planeta.” O correspondente da BBC em Kove Charles Scanlon afirma que os participantes da conferência admitem que só tecnologia não será suficiente para reduzir os estragos causados por desastres naturais no futuro. Funcionários da ONU dizem que deve ser dada ênfase nas próprias comunidades, a fim de que elas consigam agir de forma eficiente a nível local. Estes especialistas dizem, por exemplo, que crianças precisam receber treinamento sobre o que fazer em situações de emergência e que hospital e centros de saúde percisam ser fortalecidos para que continuem funcionando em caso de terremotos ou enchentes. Em um relatório divulgado antes da conferência, a ONU diz que pelo menos 2,5 bilhões de pessoas foram afetadas por desastres naturais nos últimos dez anos – um aumento de 60% em relação à década anterior. Enchentes e terremotos são as catástrofes mais mortais, contabilizando mais da metade das mortes em desastres naturais. |
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