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Desastres naturais afetaram 2,5 bilhões, diz ONU | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Pelo menos 2,5 bilhões de pessoas foram afetadas por desastres naturais nos últimos dez anos, um aumento de 60% em relação à decada anterior, segundo a Organização das Nações Unidas (ONU). Mais de 478 mil pessoas foram mortas em desastres como terremotos, inundações e furacões entre 1994 e 2003, de acordo com esse estudo. As pessoas mais vulneráveis a esses desastres são aquelas que moram em países em desenvolvimento, diz a ONU. Os dados estão sendo divulgados antes de uma conferência mundial para redução de danos causados por desastres naturais, que vai discutir o sistema de alerta em relação a tsunamis. Terremotos O encontro de cinco dias começa na terça-feira, em Kobe, no Japão, um dia depois do 10º aniversário do terremoto que abalou a cidade e matou 6 mil pessoas. A conferência tinha sido marcada antes do tsunami que devastou países no Oceano Índico, matando mais de 158 mil pessoas no dia 26 de dezembro. Inundações e terremotos são os desastres naturais que mais provocaram mortes, sendo responsáveis por mais da metade do total de vítimas na década, segundo a ONU. A Ásia é o continente mais afetado, e é onde se registraram mais de 90% das pessoas afetadas, de acordo com o estudo. Prevenção Milhares de autoridades governamentais e especialistas do mundo inteiro devem comparecer à conferência em Kobe para discutir formas de reverter o aumento do número de pessoas afetadas por desastres naturais. Existe a expectativa de que a conferência produza um plano para um sistema de alerta de tsunamis na região do Oceano Índico e outras medidas para reduzir o risco de desastres naturais. O chefe de operações de socorro e emergência da ONU, Jan Engeland, disse estar convencido de que mais atenção deveria ser dada à prevenção e à preparação das pessoas para desastres. "Precisamos ser mais do que bombeiros", disse. Para o secretário de Desenvolvimento Internacional da Grã-Bretanha, Gareth Thomas, os governos deveriam aumentar os gastos com a redução de riscos. "Países mais pobres têm menos recursos para lidar com desastres e, por isso, são mais vulneráveis, mas há medidas disponíveis, como um sistema de alerta antecipado, que poderia salvar vidas", disse ele. |
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